Doug Mills / POOL / AFP
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Trump suspende voos entre Europa e EUA para frear avanço do coronavírus

Medida começa a valer nesta sexta e se estenderá por 30 dias. Presidente americano fez pronunciamento à nação na noite desta quarta

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 22h26
Atualizado 12 de março de 2020 | 16h31

O presidente americano, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira, 11, a suspensão de todas as viagens da Europa para os Estados Unidos pelos próximos 30 dias, a partir de sexta-feira, devido ao avanço do surto de coronavírus no continente europeu. A decisão, no entanto, não inclui voos do Reino Unido. Os Estados Unidos têm mais de 1,2 mil casos e ao menos 36 mortes pela doença.

Em um pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, o republicano disse estar "confiante" de que seu governo "reduzirá significativamente" a ameaça do surto para os cidadãos americanos. "Vamos derrotar o  coronavírus", exclamou Trump, ao dizer que os EUA estão fazendo o "maior esforço da história moderna" contra a doença, que teve origem na China.

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Trump lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia, mas disse que a situação causada pela doença não é "uma crise financeira". "É algo temporário que vamos superar como nação, e como mundo", disse o líder da Casa Branca.

O presidente americano afirmou que tomará "ações emergenciais" para beneficiar trabalhadores americanos que estejam doentes, em quarentena ou cuidando de pessoas que estão com coronavírus.

O republicano disse que pedirá ao Congresso um aumento de US$ 50 bilhões para um programa de empréstimos do governo federal. Segundo Trump, serão oferecidos empréstimos a juros baixos para pequenas empresas afetadas pelo  coronavírus. "Os EUA estão reunindo todo o poder do governo federal e do setor privado para enfrentar o coronavírus", ressaltou Trump.

O presidente americano declarou, também, que solicitará ao Departamento do Tesouro americano que adie alguns pagamentos de impostos de empresas e indivíduos afetados pelo  coronavírus. Segundo Trump, a medida forneceria US$ 200 bilhões adicionais em liquidez para a economia.

O líder da Casa Branca disse, ainda, que pedirá ao Parlamento que aprove a isenção de impostos sobre a folha de pagamento dos trabalhadores, proposta que já havia sido mencionada pelo governo. Na terça-feira, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, disse que Trump gostaria que a medida durasse até o final de 2020.

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