UE avalia que não há prova de que uso de celular cause câncer

'Entendemos que os pesquisadores não estavam em posição de identificar uma evidência causal entre os telefones celulares e o câncer', afirmou comissão

01 Junho 2011 | 12h46

BRUXELAS - A Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira que não há evidências de que o uso de telefone celular possa causar câncer, como aponta um relatório apresentado nesta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

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A Comissão solicitou uma maior investigação após receber o estudo apresentado nesta terça-feira em Lyon (França) por uma equipe de cientistas da Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês) - que faz parte da OMS -, no qual foi apontado um possível vínculo entre o câncer e o uso de celulares.

 

O órgão lembrou em comunicado enviado à Agência Efe que um grupo de 31 cientistas avaliou os efeitos cancerígenos da exposição a campos de radiofrequência eletrônica, resultantes de um "uso intensivo de telefones celulares".

 

Os pesquisadores concluíram que "pode existir certo risco e portanto é necessário manter uma rigorosa vigilância sobre o vínculo entre os telefones celulares e o risco de câncer".

 

"Com este relatório, entendemos que os pesquisadores não estavam em posição de identificar uma evidência causal entre os telefones celulares e o câncer, e que são necessárias mais investigações", concluiu a Comissão.

 

Quanto às medidas de segurança adotadas na União Europeia para a telefonia celular, em 1999 foi adotada uma recomendação que proporcionava um marco comum para limitar a exposição do público aos campos eletromagnéticos.

 

Uma das iniciativas comunitárias para a segurança é o projeto Interphone, focado no estudo de três tipos de tumores cerebrais e sua possível relação com os celulares.

 

Este programa, o maior efetuado neste âmbito, "não registrou nenhum aumento do risco relacionado com um uso regular dos telefones celulares", lembrou a Comissão, apesar de considerar que devem ser incrementadas as pesquisas no "uso intensivo" dos aparelhos a longo prazo.

 

Na declaração divulgada nesta terça-feira, o grupo de trabalho OMS-Iarc apresentou um estudo que detectou um aumento de 40% no risco de tumores entre os usuários que utilizavam o celular com uma frequência de meia hora ao dia, em um período de dez anos seguidos.

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