Khaled Elfiqi/Efe
Khaled Elfiqi/Efe

UE dá por controlado surto de E. coli e apoia revisar sistema de alarme

Bloco proibiu a importação de sementes egípcias, principais suspeitas de serem a fonte do surto

Efe

06 Julho 2011 | 12h20

Sopot (Polônia) - Os países da União Europeia e o Executivo comunitário afirmaram nesta quarta-feira que o surto de "E. coli" está "sob controle" e apoiaram a revisão do sistema comunitário de alerta alimentar, como reivindica um grupo de países liderado pela Espanha.

No conselho informal de Saúde realizado entre terça-feira e esta quarta-feira em Sopot (norte da Polônia), os ministros europeus do ramo deram por liquidada a crise sanitária provocada pelos surtos da bactéria "E. coli" na França e Alemanha, após apontar como causa provável as sementes de feno-grego procedentes do Egito e ordenar sua proibição e retirada.

"A situação está totalmente sob controle" uma vez que a origem das infecções é "conhecida e neutralizada", garantiu ao fim da reunião desta quarta-feira a diretora-geral de Saúde e Consumo da Comissão Europeia, Paola Testori.

O especialista comunitário referiu-se assim à retirada de todas as sementes importadas do Egito entre 2009 e 2011 e à proibição temporária da entrada dos grãos no mercado único, medidas que foram decididas na véspera pelos 27 membros da UE e entram em vigor nesta quarta-feira, com a publicação no Diário Oficial da União Europeia.

Na reunião informal, os ministros apoiaram "reforçar os mecanismos de resposta" às emergências sanitárias para formar "uma reação europeia" diante dos surtos que possam afetar vários países, como foi o caso da "E. coli", disse Testori em entrevista coletiva.

"Está claro que esta emergência nos deixou lições, não porque o sistema não seja bom, mas porque sempre é possível melhorar", acrescentou a especialista comunitária.

Concretamente, os ministros decidiram reforçar a detecção antecipada de possíveis ameaças sanitárias e agilizar a troca de informações, indicou a ministra de Saúde polonesa, Ewa Kopacz, quem presidiu a reunião.

Para isso, a Comissão Europeia apresentará uma proposta antes do fim do ano que incluirá "muitos dos pontos concretos reivindicados pela Espanha", a fim de evitar novos alarmes prematuros e sem base científica, detalhou na terça-feira o secretário-geral de Saúde espanhol, José Martínez Olmos.

Outra mudança que pode ser introduzida após a crise da "E. coli" afeta à normativa das sementes que chegam ao mercado europeu, depois que a origem do surto estivesse em grãos que "não tinham o nível máximo de qualidade e higiene", explicou Testori.

"Pedimos à Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) que coloque padrões sanitários para a distribuição de sementes utilizadas para germinar", assinalou.

Tanto a Presidência polonesa quanto o Executivo comunitário voltaram a reivindicar à Rússia que levante totalmente o bloqueio às exportações de verduras procedentes da UE, já que o país ainda impede a entrada em seu território das verbas originárias de estados-membros como a Polônia.

Apesar de Rússia e a UE acordaram na semana passada o levantamento de todo bloqueio e sua pronta aplicação, Moscou "não abriu suas fronteiras a todos os países", disse Testori, quem classificou esta situação de "totalmente injustificada".

A Comissão Europeia "está pressionando à Rússia para que reabra todas as exportações de todos os estados-membros" e, neste sentido, realizará "provavelmente" uma nova reunião em direção ao final desta semana, segundo a especialista comunitária.

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