UE espera ter detalhes sobre vacina para gripe em uma semana

Espera-se que produto esteja disponível de 'oito e 12 semanas' a partir das instruções da indústria farmacêutica

Efe,

04 Maio 2009 | 16h49

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) disse nesta segunda-feira, 4, que espera que em 11 de maio a indústria farmacêutica dê instruções para que se possa começar a elaborar uma nova vacina contra o vírus da gripe suína, um produto que poderia estar disponível dentro de entre "oito e 12 semanas".

 

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Assim explicou a comissária de Saúde europeia, Androulla Vassiliou, perante o Parlamento Europeu, que analisou em Estrasburgo (França) a situação da epidemia da gripe AH1N1, como foi definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Na semana passada, a OMS considerou possível produzir uma vacina em um tempo relativamente curto, mas assegurou que não estaria disponível antes de "quatro ou cinco meses", devido à complexidade dos processos de produção.

 

Vassiliou, que manteve contatos com a indústria farmacêutica sobre o assunto, disse hoje que não pode definir quando estará pronta a vacina, mas destacou que, uma vez que as diretrizes científicas estejam definidas, os laboratórios podem precisar de entre "oito e 12 semanas".

 

Atualmente, cientistas americanos e da OMS trabalham para isolar o vírus e oferecer às companhias farmacêuticas os detalhes para elaboração da vacina, indicaram fontes da Comissão Europeia.

 

A comissária explicou, além disso, que Bruxelas quer uma "estratégia de vacinação" em escala europeia e que oferecerá aos países um guia para lidar tanto com esses produtos, como os antivirais.

 

Vassiliou ofereceu aos eurodeputados os últimos dados divulgados pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças da UE (ECDC, na sigla em inglês), que elevam a 94 o número de casos confirmados na Europa.

 

Deles, 54 foram registrados na Espanha (57, segundo autoridades locais), 18 no Reino Unido e oito na Alemanha, os três países onde houve contágios em pessoas que não tinham viajado às regiões mais afetadas pelo surto.

 

Segundo Vassiliou, a situação é "grave", mas a Europa se encontra "melhor preparada do que nunca para enfrentar à ameaça".

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