UE promoverá ações contra o sedentarismo e a má alimentação

Bloco defende a criação de centros de referência para a troca de ideias sobre métodos de diagnóstico e de tratamento de doenças

Efe

06 Julho 2011 | 15h26

Sopot (Polônia) - Os países da União Europeia decidiram nesta quarta-feira promover medidas para combater "com urgência" o sedentarismo e os hábitos nutricionais inadequados, diante do aumento da obesidade e do crescimento das diferenças na expectativa de vida entre os estados-membros.

A promoção de um estilo de vida saudável e a redução das desigualdades sanitárias entre os 27 estados foi um dos principais eixos de ação que a Presidência polonesa da UE apresentou para o semestre no Conselho informal de ministros da Saúde realizado nesta quarta-feira em Sopot (Polônia).

"Se no passado as doenças infecciosas eram a principal causa de morte na UE, atualmente são as doenças crônicas e as do sistema cardiovascular", destacou ao fim da reunião a ministra de Saúde polonesa, Ewa Kopacz.

Cerca de 70% das mortes na UE são causadas pelas doenças relacionadas à alimentação e à prática de exercício físico "e, portanto, podem e devem ser prevenidas", destacou em entrevista coletiva Kopacz, quem pediu à UE "atuar com urgência" neste sentido.

Essas doenças são as principais causadoras das grandes divergências na expectativa de vida nos diferentes estados-membros, de até 14 anos entre os países do leste e do oeste da UE.

Mas as desigualdades "também dão muitas vezes entre regiões de um mesmo país", afirmou a diretora-geral de Saúde e Consumo da CE, Paola Testori, quem assinalou que as diferenças "têm a ver com as circunstâncias socioeconômicas".

Kopacz destacou a necessidade de reduzir a obesidade - outro fator de risco para as doenças cardiovasculares -, que afeta entre 8% e 25% dos adultos da UE, e um de cada cinco crianças europeias.

Os estados-membros colocarão estratégias e medidas concretas para promover os hábitos saudáveis e reduzir a obesidade em um texto de conclusões que preveem adotar no Conselho de Saúde que será realizada em Bruxelas no início de dezembro, diz ministra polonesa.

Os ministros da UE se comprometeram a melhorar a detecção adiantada das disfunções relacionadas com a comunicação que dão nas crianças, como os problemas visuais ou os auditivos.

Em particular, apoiaram a criação de "centros europeus de referência" que permitam agilizar a cooperação entre os estados-membros e trocar boas práticas sobre métodos de diagnóstico e de tratamento, segundo explicou a ministra polonesa.

Kopacz assinalou a importância de detectar o mais rápido possível os problemas de percepção que possam ter as crianças, já que "repercutem em seu rendimento escolar" e mais adiante "podem reduzir suas possibilidades de formação e emprego".

Além disso, os países da UE examinaram a aplicação do tema transplante de órgãos, que entrou em vigor no ano passado.

Por último, a Presidência rotativa da UE insistiu na necessidade de incorporar as novas tecnologias aos serviços sanitários por meio de medidas como a digitalização e as bases de dados dos pacientes.

Kopacz mencionou países que estão à frente da Europa neste sentido como a Finlândia, Dinamarca e Holanda, e pediu aos estados-membros que "encontrem novas formas de financiamento" para modernizar seus sistemas sanitários.

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