Uma parceria que ajuda a aprimorar o SUS
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Uma parceria que ajuda a aprimorar o SUS

Com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), cinco hospitais brasileiros desenvolvem projetos para aperfeiçoar os serviços da rede pública em todo o País

PROADI-SUS, Media Lab Estadão
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27 de setembro de 2019 | 19h22

Há dez anos, hospitais filantrópicos vêm investindo no aperfeiçoamento do SUS por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). Instituído por lei, o programa estabelece que os recursos provenientes da imunidade tributária dos hospitais sejam aplicados em projetos que atendam necessidades identificadas pelo Ministério da Saúde em todo o País, nas áreas de capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público, estudos de avaliação e incorporação de tecnologias, desenvolvimento de gestão em serviços de saúde e assistência especializada complementar.

Os hospitais também atuam como apoio operacional na incorporação de políticas públicas, novas tecnologias e estratégias para a melhoria da gestão em saúde. Participam do PROADI-SUS o Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e Hospital Sírio-Libanês.

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O Programa registra 550 projetos concluídos ou em andamento em uma década
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Alguns projetos são colaborativos entre os cinco hospitais, potencializando a capilaridade, abrangência territorial e os impactos. Um exemplo é o programa Saúde em Nossas Mãos – Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, voltado para a redução de infecções em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Nos locais em que está sendo aplicado, envolvendo 120 hospitais públicos, reduziu em 33,4% o conjunto de infecções nas UTIs em 18 meses – ou 2.888 casos a menos. Esse resultado representa 978 vidas salvas.

Expertise de cada hospital

Cada hospital realiza também projetos de acordo com sua expertise. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, referência em cirurgias do aparelho digestivo, está ajudando o SUS a potencializar a implantação de cirurgias bariátricas pela técnica de videolaparoscopia, incorporada no rol de procedimentos do SUS há dois anos. O trabalho prevê a atualização teórica e prática das equipes por meio de benchmarkings no HAOC para 21 serviços distribuídos nas regiões norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os cursos de Ensino a Distância estão na sétima edição e já tiveram 1.363 inscritos.

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Outros projetos do Oswaldo Cruz incluem a Reestruturação de Hospitais Públicos com foco em gestão, que desde 2009 já atendeu 41 hospitais e capacitou 1.402 profissionais, além de outra iniciativa de qualificação dos serviços de Assistência Farmacêutica nos municípios brasileiros
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O HCor, reconhecido por seu nível de excelência em cirurgias cardíacas, realiza desde 2009 projetos para regiões com ausência de serviço especializado, como a cardiopatia congênita, voltado ao tratamento de pacientes portadores de cardiopatias complexas do útero à adolescência. O trabalho contempla desde a realização de cirurgias em crianças que vivem em regiões onde há ausência do serviço até a qualificação de profissionais de hospitais do SUS para operar pacientes com cardiopatia congênita. O projeto contabiliza mais de 13 mil consultas, 272 procedimentos em fetos, 202 partos de bebês com malformações cardíacas, 3 hospitais e 181 profissionais capacitados.

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Outros destaques do HCor são as pesquisas clínicas em larga escala, que já geraram novas diretrizes de tratamentos clínicos, contribuindo para ajustes de definições de políticas públicas na área da cardiologia.
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Outro exemplo é o DICA BR, estudo que definiu um padrão nacional de dieta cardioprotetora, que está em implementação na Rede de Atenção Básica; o Impacto MR, que estuda a resistência de microrganismos aos antibióticos em 50 UTIs do SUS; e o Tele ECG, que reúne, em uma central dentro do hospital, profissionais que analisam em poucos minutos eletrocardiogramas realizados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) – já foram analisados quase 1 milhão de exames até hoje, além da orientação à conduta médica em exames que apresentam alterações.

Transplantes de órgãos

O Hospital Israelita Albert Einstein também realiza diversos projetos importantes, como o de Transplante, que apoia o SUS na promoção de doação e na captação e realização de transplantes de órgãos em todo o território nacional. Além disso, capacita profissionais que atuam em Centros de Transplantes em 6 estados para a realização de procedimentos na rede pública.

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O hospital já realizou 3.771 transplantes de órgãos sólidos, sendo 97% (3.496) para pacientes do SUS. É o único centro atualmente no Brasil que realiza transplante multivisceral, o mais complexo dos transplantes de órgãos.
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Outros destaques do Einstein no PROADI-SUS são o projeto Big Data na saúde, que está ajudando o SUS a adotar soluções de gestão baseadas em análise utilizando mecanismos de inteligência artificial aplicados ao volume gigantesco de dados disponíveis em diferentes bases da dados do SUS; o projeto Melhoria dos Sistemas de Gestão dos Hospitais SUS, que vai envolver 200 hospitais filantrópicos em todo o Brasil com o objetivo de aumentar o número de atendimentos clínicos e cirúrgicos e a satisfação dos usuários, utilizando os recursos já existentes; e o Planifica SUS, focado no desenvolvimento de metodologias para fortalecer o papel da Atenção Primária à Saúde e na organização da Rede de Atenção à Saúde do SUS.


Por meio do PROADI-SUS, o Hospital Moinhos de Vento vem realizando um abrangente Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV (POP-Brasil). O trabalho já recrutou mais de 8 mil voluntários em 119 unidades de saúde distribuídas em todas as capitais do país. O objetivo é melhorar a compreensão sobre a infecção do HPV no Brasil e orientar as políticas públicas no combate à doença.

Outro estudo desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento é o UTI visitas, que qualificou profissionais e unidades de 36 hospitais do SUS para a ampliação do tempo de visitas a pacientes internados em UTIs. A conclusão da pesquisa foi que a maior permanência dos familiares ao lado dos pacientes graves é segura para quem está internado e uma importante ferramenta para auxiliar no tratamento. Os resultados foram divulgados no Jornal da Associação Americana de Medicina (JAMA), um dos periódicos científicos mais tradicionais e relevantes do mundo.

O Moinhos de Vento também realiza o Projeto Teleoftalmologia, em parceria com o TelessaudeRS, que oferece atendimento oftalmológico por telemedicina e já efetuou mais de 20 mil consultas, ampliando o acesso ao diagnóstico oftalmológico e, até o momento, obteve uma taxa de 70% na resolutividade dos casos.

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Outro destaque é o projeto EAD Anvisa, que disponibiliza treinamentos a distância com o objetivo de qualificar profissionais que atuam nas mais de 5 mil Vigilâncias Sanitárias (VISAS), profissionais e gestores de saúde de todo o País.
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Diminuir a superlotação

Reduzir o problema da superlotação de hospitais públicos é o foco do projeto Lean nas Emergências, desenvolvido pelo Hospital Sírio-Libanês. Já foi implementado em 59 instituições de saúde. No ciclo 2, no qual esteve em 20 hospitais, o projeto alcançou redução média de 55% no indicador de superlotação, 44% no tempo de permanência para internação e 40% no tempo de passagem pela urgência até a alta.  E mais 20 devem ser beneficiados até dezembro deste ano.

O conjunto de projetos desenvolvidos pelo Sírio-Libanês tem outros destaques. O Regula Mais Brasil consiste num sistema de regulação e qualificação de filas de espera no SUS. Para isso atua de duas formas:  usando o recurso de telessaúde para apoiar médicos nas Unidades Básicas de Saúde por meio de teleconsultoria, bem como orientando a regulação das filas para consultas com especialistas. Dessa forma, os casos são classificados a partir de critérios de encaminhamento que priorizam os casos mais graves.

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A Escola de Transplantes, por sua vez, apoia a realização de transplantes pelo SUS em todas as suas etapas, e um de seus resultados foi a realização de 96 transplantes pediátricos de fígado entre janeiro de 2018 e maio passado.
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Outro projeto conduzido pelo Sírio-Libanês é o de Bioengenharia de Tecidos para o tratamento de fissura lábio palatina e Malformações Craniofaciais Congênitas.  A pesquisa em fissura envolve uma nova terapia, que afeta uma em cada 650 crianças. O tratamento utiliza células-tronco do dente de leite do próprio paciente, evitando o doloroso procedimento de retirada de tecido da bacia para aplicação de enxerto utilizado no método convencional, reduzindo também o período de internação.

São projetos como esses que fazem do PROADI-SUS, há dez anos, uma das maiores parcerias público-privadas do setor da saúde no País.

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