Bernat Armangue/AP
Bernat Armangue/AP

‘Uma semana atrás, o medo não existia’, diz fotógrafa brasileira na Espanha

Em depoimento ao 'Estado', ela conta a escalada da preocupação na capital espanhola

Luana Fischer, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2020 | 05h00

Moro em Madri há 15 anos e trabalho como fotógrafa freelancer para algumas publicações e como professora de Fotografia em uma universidade e uma escola de artes visuais. Até uma semana atrás, o medo não existia. As pessoas sabiam dos casos, mas era aquela coisa de achar que não vai acontecer com a gente. No fim de semana, cheguei a ir ao teatro e saí para comer. Na terça-feira à noite, o governo avisou que as escolas de Madri seriam fechadas um dia depois. Foi aí que acho que as pessoas começaram a perceber que a coisa era séria.

Para não ficarmos confinados e na paranoia, eu, meu marido e meu filho de 8 anos pegamos nosso gatinho e viemos para uma chácara que temos em um vilarejo na cidade de Sacramenia, que fica a uns 180 quilômetros de Madri. Viemos sem planejar muito, não fizemos grandes compras, pensávamos que era para ficar umas duas semanas. Hoje (sábado, 14), as coisas pioraram e o governo decretou emergência. Não sabemos quanto tempo vamos ficar aqui. A cidade tem 500 pessoas, não tem nem iluminação pública, mas estamos nos sentindo sortudos porque aqui temos um jardim grande, mais espaço. Em Madri, estão todos confinados nos seus apartamentos. 

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