Unaids alerta sobre crescente número de contágios do HIV

Segundo a ONU, atualmente a cada duas pessoas que começam o tratamento, cinco são infectadas

Efe

28 de novembro de 2008 | 19h06

Após 20 anos do surgimento do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado a cada 1 de dezembro, os responsáveis pela luta contra a epidemia da doença constatam que muitas pessoas têm acesso a tratamentos, porém o número de contágios não pára de aumentar.   Veja também:  ONU alerta sobre cortes em programas de prevenção de aids   Segundo os dados da Unaids, a agência das Nações Unidas especializada na doença, atualmente a cada duas pessoas que começam o tratamento anti-retroviral, cinco novas infecções são contabilizadas.   "Isso quer dizer que em vez de ser mais curta, a fila de pessoas esperando para obter um tratamento anti-retroviral é cada vez mais longa", lamentou o diretor-executivo da Unaids, Peter Piot.   De fato, nos últimos 20 anos, o número de infectados triplicou.   "Tudo isso demonstra que não só devemos continuar ampliando a cobertura médica para os já infectados", como também "devemos multiplicar as ações de prevenção", afirmou em coletiva de imprensa Paul De Lay, um dos diretores da Unaids.   É por isso que esta organização decidiu aproveitar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids para lançar uma campanha que busque um sistema de prevenção combinado baseado nas necessidades de cada país.   Segundo Michael Bartos, chefe de prevenção da Unaids, "é preciso analisar a situação em cada país", e ver onde é necessário agir com mais veemência, "em quais áreas, em quais grupos é preciso intensificar o uso do preservativo".   "O que está claro que não funciona é uma só perspectiva. A abstenção por si só não funciona", respondeu Bartos a uma pergunta sobre a política do Governo George W. Bush de cortar fundos públicos aos programas que não promovem a abstinência sexual.   Segundo estimativas das Nações Unidas, 33 milhões de pessoas vivem atualmente com a doença, das quais 2,7 milhões se infectaram em 2007.   A instituição não conta com números novos, já que, segundo explicou Karen Stanecki, conselheira da Unaids, os países não puderam obter as informações necessárias para fazer uma apuração confiável sobre os dados de 2008.

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