Unesco analisa possibilidade de clonagem humana terapêutica

Clonagem humana para fins reprodutivos já foi condenada pela ONU, mas cientistas defendem outra modalidade

EFE,

28 de outubro de 2008 | 14h11

omitê Internacional de Bioética da Unesco (CIB) analisa, a partir desta terça-feira, 28, se a clonagem terapêutica pode se diferenciar da reprodutiva, considerada como "contrária à dignidade humana" pela organização.   Durante dois dias, os 36 analistas internacionais que compõem o CIB, presidido pelo mexicano Adolfo Martínez Palomo, apreciarão os estudos e as diferentes opiniões sobre a questão, informou em comunicado a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).    Entenda o uso de células-tronco  História da clonagem   A Declaração Universal sobre o genoma humano e os direitos humanos, aprovada pela Unesco em 1997, considera que a clonagem com fins reprodutivos é uma prática "contrária à dignidade humana".   Cinqüenta países adaptaram este princípio a suas legislações nacionais, mas no meio científico surgem vozes que pedem que a clonagem terapêutica seja tratada de forma diferente.   "A pedido do diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, um grupo de trabalho do CIB começou a refletir sobre esta questão para determinar se os últimos avanços científicos, éticos, sociais, políticos e jurídicos justificam uma nova iniciativa em escala internacional", assinalou a organização.   Na sexta-feira, os analistas do CIB manterão uma reunião conjunta com o Comitê Intergovernamental de Bioética (CIGB), composto por representantes de 36 países-membros.

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