Unesco lança apelo por proteção dos tesouros egípcios

Saqueadores que invadiram o Museu do Cairo na noite de sexta-feira destruíram duas múmias faraônicas

REUTERS

01 Fevereiro 2011 | 12h28

 

 

PARIS - A agência das Nações Unidas responsável pelo patrimônio cultural apelou ao Egito nesta terça-feira para que proteja seus muitos tesouros, depois da notícia de que saqueadores destruíram duas múmias faraônicas durante protestos antigoverno na semana passada.    

 

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O apelo foi lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no momento em que manifestantes que reivindicam a saída do presidente Hosni Mubarak promoviam a maior manifestação de rua desde que o levante popular começou, uma semana atrás.

"Peço solenemente que sejam tomadas todas as medidas necessárias para salvaguardar os tesouros do Egito no Cairo, em Luxor e em todos os outros sítios culturais e históricos espalhados pelo país", disse a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em comunicado.

Saqueadores que invadiram o Museu Egípcio do Cairo na noite de sexta-feira destruíram duas múmias faraônicas, segundo o diretor de arqueologia do Egito, Zahi Hawass, presidente do Conselho Supremo de Antiguidades do país.

As galerias e os depósitos do museu de dois andares, construído em 1902, abrigam a maior coleção de antiguidades faraônicas do mundo e a maior parte da coleção do faraó Tutancâmon.

"O valor dos 120 mil artefatos do Museu Egípcio do Cairo é inestimável, não apenas em termos científicos ou financeiros mas porque os artefatos representam a identidade cultural do povo egípcio", disse o comunicado da Unesco.

"Prova disso é o fato de centenas de cidadãos terem espontaneamente formado uma corrente humana em volta do museu para protegê-lo."

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