União Européia estuda como aumentar transplantes de órgãos

Medidas como padrões comuns e maior compartilhamento de informações devem aumentar operações

AP

08 de dezembro de 2008 | 18h18

A Comissão Européia pediu nesta segunda-feira, 8, maior cooperação entre as 27 nações da União Européia para reduzir a falta de órgãos para transplantes, que culpou pela morte de 12 pacientes por dia.  O corpo executivo da União Européia disse que 56 mil cidadãos estão, neste momento, esperando por um doador compatível, mas apenas 20% dos transplantes envolvem o transporte de órgãos entre países.  A Comissão propôs uma série de medidas, incluindo padrões comuns para o armazenamento e transporte de órgãos e um maior compartilhamento de informações, para facilitar as trocas de transplante.  No entanto, ela deixou de sugerir que todos os países adotassem o "consentimento presumido", sob o qual assume-se que cidadãos autorizaram a doação de órgãos, a não ser que eles tenham se manifestado ao contrário.  "Eu não quero harmonizar o sistema", disse o Comissário de Saúde da UE Androulla Vassiliou. "Isso depende muito de fatores culturais e particulares de cada país, cada membro deve decidir o que é melhor." A maior parte das nações da UE têm um sistema em que cidadãos optam por serem doadores através de um cartão que carregam e que permite que os médicos retirem seus órgãos após a sua morte. No entanto, a Espanha e outros países usam o sistema do consentimento presumido.  A Comissão disse que a Espanha é o país que melhor consegue achar doadores, com o dobro da taxa do Reino Unido e 60 vezes a da Romênia.

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