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Unicef anuncia vacinação de mais de 200 mil crianças no Quênia

Durante a operação, as crianças também receberam vitamina A e tratamento antiparasitário contra vermes

Efe

27 Julho 2011 | 10h54

NAIRÓBI - O Unicef anunciou nesta terça-feira que, junto com o Ministério da Saúde queniano e a Organização Mundial da Saúde (OMS), iniciará nesta semana uma campanha de vacinação de sarampo e pólio para mais de 200 mil crianças menores de 5 anos que vivem em comunidades próximas do campo de refugiados de Dadaab, no norte do Quênia.

 

Durante a operação coordenada as crianças também receberam vitamina A e tratamento antiparasitário contra vermes, assegura o Unicef em comunicado.

 

Unicef, a OMS e o Governo do Quênia pretendem assim "assegurar que as crianças que vivem nas regiões afetadas pela seca sejam vacinados contra doenças como o sarampo, que pode ser mortal em crianças desnutridas, e protegê-las contra a pólio".

 

Segundo números do Médicos sem Fronteiras (MSF), mais de 81 mil pessoas chegaram ao campo de refugiados de Dadaab desde janeiro por causa da seca do Chifre da África e o conflito da Somália, e só na semana passada mais de 5 mil chegaram até o centro de ajuda.

 

"As crianças não morrem apenas porque não têm comida suficiente. Nas diferentes fases de desnutrição, são mais propensos a doenças", assegura no comunicado o diretor regional do Unicef para o Leste e Sul da África, Elhadj As Sy, que acrescentou que "esta é uma crise de sobrevivência infantil".

 

A campanha no norte do Quênia, que continuará até na sexta-feira, terá como meta vacinar crianças nas zonas de Garissa, Fafi, Lagdera e sul de Wajir, e pretende estender no início de agosto aos refugiados do acampamento de Dadaab.

 

Segundo o comunicado do Unicef, o organismo da ONU necessitará US$ 300 milhões para os próximos seis meses para intensificar suas operações de assistência de emergência e de prevenção às crianças que sofrem as consequências da seca no Chifre da África.

 

Nações Unidas qualificou a atual seca que castiga ao Chifre da África como a pior na região nos últimos 60 anos e assegura que seus devastadores efeitos puseram em situação crítica cerca de 11 milhões de habitantes.

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