Universidade desenvolve sabonete repelente contra dengue

Ele é feito de essências naturais de plantas como citronela e capim-limão e tem efeito de até 6 horas

Carina Urbanin, Agência Estado

08 de maio de 2008 | 21h03

Os pesquisadores do Laboratório de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) divulgaram nesta quinta-feira, 8, a conclusão de um sabonete com efeito repelente, produzido especialmente para combater o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela (Aedes aegypti). De acordo com os pesquisadores, o sabonete foi desenvolvido a partir de uma mistura de glicerina, obtida de óleo de cozinha reciclado, com essências naturais de plantas como cravo-da-índia, citronela e capim-limão. O efeito do sabonete tem duração, na pele, de até 6 horas. Os processos para patentear o produto junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e para aprovação da formulação pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já foram iniciados. De acordo com coordenador da pesquisa e chefe do Setor de Síntese Orgânica do Laboratório de Ciências Químicas da Uenf, Edmílson José Maria, a criação do repelente em forma de sabão surgiu da idéia de disponibilizar um produto economicamente acessível às populações carentes, principalmente nas grandes cidades. O professor ressaltou que essas populações estão mais expostas à transmissão de doenças nas grandes cidades. "Eles normalmente vivem em áreas nas quais os alagamentos são mais constantes e o saneamento básico é mais precário", justificou. Um lote de mil unidades do sabonete está sendo produzido pela Uenf, com financiamento próprio. A produção será encaminhada aos poderes públicos para que seja distribuído à sociedade. Campos dos Goytacazes, onde se localiza o campus da Uenf, é a terceira cidade do Estado do Rio de Janeiro no ranking de casos de dengue registrados em 2008, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e Nova Iguaçu. As informações são da Agência Fundação Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

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