UPA é lacrada após suspeita de Ebola em Foz do Iguaçu, no PR

Unidade recebeu paciente vindo de Serra Leoa, 2º país com maior número de casos; ainda não há informações sobre estado de saúde

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2014 | 10h53

Atualizado às 12h12
SÃO PAULO - A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, no Paraná, lacrou às 9h desta quinta-feira, 16, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade por suspeita de Ebola. Um homem que esteve em Serra Leoa há 23 dias procurou atendimento ainda durante a madrugada e forçou a medida de isolamento de cerca de 30 pacientes e profissionais de saúde que estão no local, seguindo o protocolo internacional em casos suspeitos.

O caso foi confirmado pela Secretaria, que ainda não possui detalhes do estado de saúde do paciente, que teria apresentado febre e dor de cabeça. A UPA João Samek, no bairro Jardim das Palmeiras, foi fechada e as pessoas que estavam na unidade estão impedidas de deixar a unidade.
A Secretaria de Saúde do município afirmou ao Estado que o Ministério da Saúde já foi acionado e que profissionais devem ser enviados à cidade do oeste paranaense para lidar com o caso suspeito.
 O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, está em contato com o secretário de Saúde de Foz, Charles Bortoli, para tentar esclarecer o caso. Há informações de que o paciente passou por outros países africanos. O período de incubação do vírus Ebola é de 21 dias – ele estaria, assim, fora do período considerado de risco para desenvolver a doença.

 

O paciente só será transferido para a Fundação Oswaldo Cruz caso seja considerado suspeito de ter contraído a febre hemorrágica.É esperada para as próximas horas uma definição oficial do ministério sobre o caso.
Serra Leoa é o segundo país com maior número de casos de infecção naatual epidemia. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundialda Saúde (OMS), são 1.183 mortes entre 3.252 infectados.
Suspeitas. A cidade de Foz do Iguaçu está localizada a cerca de 140 quilômetros de Cascavel, onde na semana passada houve o registro da primeira suspeita da doença no País. Um homem de 47 anos que tinha vindo da Guiné ao Brasil e apresentou febre foi transferido ao Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Após dois exames, foi descartada a suspeita da presença do vírus e o paciente recebeu alta nesta quarta-feira, 15. O destino dele está sendo mantido em sigilo pelo Ministério da Saúde a pedido do próprio paciente, por conta das manifestações racistas e xenófobas publicadas em redes sociais./MARCO ANTÔNIO CARVALHO, MÁRIO BRAGA, IGOR GADELHA, CLARISSA THOMÉ E LÍGIA FORMENTI

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