Uso de máscara será obrigatório nas ruas e nos estabelecimentos comerciais em Belo Horizonte

Uso de máscara será obrigatório nas ruas e nos estabelecimentos comerciais em Belo Horizonte

Quem que for flagrado sem máscaras, a guarda municipal fará um 'convite', segundo a prefeitura, para que retornem para casa

Leonardo Augusto, especial para O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2020 | 12h35

BELO HORIZONTE - O uso de máscara passará a ser obrigatório nas ruas e nos estabelecimentos comerciais considerados essenciais de Belo Horizonte a partir da próxima quarta-feira, 22, e por tempo indeterminado, segundo decreto publicado na noite dessa quinta, 16, pelo prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD). Os estabelecimentos que não exigirem o cumprimento da regra podem ter o alvará de funcionamento suspenso. Quanto à população que for flagrada sem máscaras nas ruas, a guarda municipal fará um "convite", segundo a prefeitura, para que retornem para casa.

Em relação à população de rua, o governo municipal informou que fará a recomendação para que sigam para abrigos oferecidos pela prefeitura. Na segunda-feira, o prefeito afirmou que máscaras serão oferecidas à população menos favorecida da capital. O decreto determina ainda que, nos supermercados, poderá transitar apenas um adulto por carrinho ou cesta de compras, e que a entrada deverá ser controlada por senha ou cartão numerado. A prefeitura afirma que o espaço deve ser de 13 metros quadrados por pessoa por área de venda.

Também nessa quinta, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em votação remota, projeto de lei no mesmo sentido do decreto da prefeitura, obrigando o uso de máscaras, mas para "profissionais que prestam atendimento ao público em órgãos e entidades públicos, nos sistemas penitenciário e socioeducativo, nos estabelecimentos comerciais, industriais, bancários, rodoviários e metroviários, nas instituições de acolhimento de idosos, nas lotéricas e nos serviços de transporte público e privado de passageiros de competência estadual".

O boletim da Secretaria de Estado de Saúde divulgado nesta sexta, 17, registra 35 mortes pelo novo coronavírus em Minas Gerais, duas a mais que o levantamento de quinta, 16. O número de casos suspeitos é de 72.860, contra 70.003 anunciados no dia anterior. Já os casos confirmados somam 1.021, ante 958 do relatório anterior. O maior número de mortes ocorreu em Belo Horizonte, foram oito. A capital tem 398 casos confirmados. Em seguida em número de mortes está Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com quatro e 62 casos confirmados.

O levantamento divulgado nesta quinta mostra ainda que a faixa etária entre 30 e 39 anos é a que registra maior número de pessoas infectadas, um total de 267, contra 207 da faixa etária com idade superior a 60 anos, o principal grupo de risco para a covid-19. Entre os mortos pela doença, no entanto, a grande maioria dos óbitos registrados no estado, 30, são de maiores de 60 anos. Os outros cinco estão distribuídos na faixa etária entre 20 e 39 anos, com duas mortes, e 40 a 59, com três óbitos.

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