Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Sebastian Kaulitzki/Shutterstock
Sebastian Kaulitzki/Shutterstock

Uso de radiação nos pulmões pode acelerar recuperação de pacientes com covid-19, diz estudo

Radioterapia diminuiu de 12 para 3 dias o tempo de melhora em pacientes com pneumonia causada pelo novo coronavírus, mas estudo foi realizado com grupo pequeno e resultados aguardam revisão

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 11h52

Uma dose baixa de radiação nos pulmões de pacientes com pneumonia causada pelo novo coronavírus pode levar a uma recuperação mais rápida, aponta estudo realizado com um pequeno grupo pela Universidade Emory de Atlanta, nos Estados Unidos, divulgado na terça-feira, 13. Os resultados ainda aguardam a revisão por outros médicos, procedimento usual na publicação de artigos científicos.

Dez pacientes foram tratados com radiação e comparados a outros dez, com idades semelhantes, que receberam o tratamento convencional sem radiação. No primeiro grupo, foram necessários três dias, em média, para melhora significativa, em contraste com os 12 dias que o outro grupo levou. 

"As pessoas que receberam radiação eram um pouco mais velhas, estavam um pouco mais doentes e seus pulmões estavam um pouco mais afetados. Apesar disso, observamos um sinal forte de eficácia", disse o médico Mohammad Khan, um dos autores da pesquisa. Ele apontou que, neste grupo, o uso de medicamentos foi interrompido antes e depois do tratamento, então os resultados refletem apenas o efeito da radiação.

Segundo Khan, a radioterapia pode reduzir a inflamação nos pulmões de pacientes com covid-19 e reduzir citoquinas - proteínas fabricadas pelo sistema imunológico - que causam essa inflamação.

Outros efeitos potenciais incluíram tempo mais curto para alta hospitalar - 12 dias para o grupo que recebeu radiaçã,  em comparação com 20 dias para o grupo que não recebeu - e risco mais baixo de precisar de ventilação mecânica, sendo 10% de chance no primeiro grupo e 40% no segundo grupo. Porém, essas duas diferenças são muito pequenas para descartar a possibilidade de acaso, alertam os pesquisadores. Assim, ainda é cedo para afirmar que esse tipo de tratamento é eficaz contra o novo coronavírus.

Os resultados referentes aos cinco primeiros pacientes for aceitos para publicação no periódico médico Cancer. Os pesquisadores lançaram ensaio randomizado e controlado do tratamento e esperam incluir outros centros médicos. / Reuters

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.