USP ganha laboratório para vírus perigosos em Ribeirão Preto

O Centro de Pesquisa em Virologia (CPV), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, terá um novo laboratório para trabalhar com vírus de alta periculosidade, como o da hantavirose (doença causada por fezes ou urinas de roedores). É o laboratório de nível segurança biológica 3 (BSL3). Ele custou R$ 3 milhões e, segundo o chefe do CPV, Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, será o melhor do Estado. O local deve funcionar em cerca de 30 dias. Como medidas de segurança, para evitar contaminações do ambiente externo, o laboratório terá o ar sugado e filtrado no próprio local e a água será esterilizada antes de ser descartada. ?Para entrar será preciso vestir uma espécie de escafandro, quase uma roupa de astronauta, e o pesquisador terá de tomar banho ao sair?, explica Figueiredo. Figueiredo diz que, no BSL3, será possível tentar o isolamento do hantavírus para buscar uma cura para a doença, que pode levar à morte - na região de Ribeirão Preto, dois casos foram confirmados na semana passada e uma das vítimas, de Batatais, morreu. ?É proibido manusear o hantavírus fora de um laboratório com esse nível de segurança?, diz ele. O local tem três salas, todas isoladas, o que permitirá fazer três pesquisas ao mesmo tempo. O BSL3 está montado no novo prédio do centro, que começou a ser construído em 2005. Falta apenas a instalação dos últimos equipamentos para que os pesquisadores iniciem seus trabalhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agencia Estado,

27 de março de 2007 | 09h45

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