Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE

Usuários de redes sociais compartilham dados sobre problemas de saúde

Web oferece diversas fontes de informação para pacientes e familiares, mas é preciso proceder com cautela, dizem especialistas

Estadão.com.br,

31 de outubro de 2011 | 16h34

Sites de redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube também podem ser plataformas poderosas para receber e enviar informações sobre saúde. É cada vez mais comum encontrar pacientes e familiares conectados compartilhando experiências com quem busca as mesmas preocupações médicas. No entanto, é preciso ficar atento para não usar fontes de informação enganosas que poderiam fazer mais mal do que bem, alertam especialistas que participam da 76ª reunião científica do American College of Gastroenterology (Colégio Americano de Gastroenterologia), realizada nesta semana em Washington, nos Estados Unidos.

Um dos estudos apresentados foi 'Mídia Social Para Sobreviventes de Câncer no Esôfago', realizado pela Clínica Mayo, na Flórida. Segundo pesquisadores, a mídia social é um recurso importante para pacientes e familiares quando precisam enfrentar difíceis decisões de tratamento após o diagnóstico de câncer no esôfago. "Nós temos trabalhado com sucesso junto a um grupo altamente motivado de 65 pacientes que foram diagnosticados com a doença e agora podem dividir seus anseios", explica Dr. Herbert Wolfsen, um dos médicos envolvidos no estudo.

Segundo ele, o objetivo do projeto era criar uma comunidade online por meio de um grupo no Facebook para ajudar quem sofre de câncer no esôfago. Entretanto, o projeto cresceu e também apoia os acompanhantes do paciente e os ensina como lidar com o problema, além de promover a consciência sobre a doença e incentivar pesquisas na comunidade. "Conexões facilitadas por meio deste grupo levam a mais contato offline, ou seja, as pessoas compartilham suas experiências e conhecimentos sobre o  diagnóstico e os tratamentos a partir da perspectiva de quem realmente vivencia a doença", diz Dr. Wolfsen.

No Twitter

De acordo com outro estudo feito nos EUA, o Twitter pode influenciar a propagação das doenças pelo mundo. Para provar essa hipótese, os pesquisadores mapearam, em determinada época, os tweets relacionados à vacinação contra a gripe e chegaram ao seguinte resultado: houve mais tweets a favor. Agora, os estudiosos querem descobrir se o Twitter apenas reflete as atitudes das pessoas, como participar ou não de vacinações, ou se realmente ajuda a espalhar a mensagem.

O estudioso Marcel Salathé, da Penn State University, em University Park, na Pennsylvania, coletou 478 mil tweets que faziam referência à vacinação, em 2009, feita para evitar para a pandemia de gripe suína. Uma equipe de estudantes classificou os tweets a favor, contra e neutro, e eles foram usados para criar um teste de triagem informatizado.

Eles descobriram que as taxas de vacinação foram menores nas áreas em que os tweets tendiam a ser mais negativos sobre a vacinação, e vice-versa. "Se soubermos onde as pessoas estão particularmente mal informadas, então saberemos onde devemos fazer um trabalho para melhor informar", diz Salathé. "O Twitter é uma rica fonte de dados para o mapeamento dessas atitudes. A análise preliminar mostra que é muito provável que as opiniões negativas sobre uma campanha, como a vacinação, são contagiosas nas redes sociais", explica.

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