Vacina contra o Ebola tem êxito nos primeiros testes com humanos

Vacina contra o Ebola tem êxito nos primeiros testes com humanos

Resultados indicam que imunizante desencadeia resposta contra à doença e sem efeitos colaterais; estudo será ampliado

Reuters e EFE, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2014 | 18h22



Uma vacina experimental contra o Ebola desenvolvida nos Estados Unidos teve êxito no primeiro teste realizado em humanos, desencadeando uma resposta imune à doença e sem efeitos graves nos 20 voluntários que receberam a dose. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 27, pela publicação New England Journal of Medicine.

A preparação começou em setembro no National Institutes of Health (NIH) e agora, por causa dos resultados, deverá ser realizado um estudo maior, com mais participantes, na África Ocidental, onde teve início a propagação do vírus.

Para o doutor Anthony Fuci, diretor do National Institute of Allergy and Infectuous Diseases, que colaborou no estudo, a resposta dos voluntários que receberam a vacina é comparável à obtida com animais. A vacina, desenvolvida pelo fabricante GlaxoSmithKline, utiliza um vírus de resfriado comum, chamado adenovírus, que normalmente infecta chimpanzés, manipulado geneticamente com vestígios do Ebola. 

Os voluntários desenvolveram anticorpos contra o Ebola e somente duas pessoas que receberam as doses mais altas tiveram febre de curta duração. Entretanto, elas também contaram com uma resposta imune mais forte.

A dose necessária para combater o vírus, porém, é um desafio a ser solucionado, pois quanto mais alta for, mais custosa será a vacina.

Recursos. O presidente Barack Obama deve visitar na próxima semana o centro onde foram realizados os primeiros ensaios clínicos para parabenizar os responsáveis e retornar ao Congresso para aprovar, antes do fim do ano, os mais de US$ 6 milhões solicitados pelo seu governo para conter a expansão do vírus.

Desde março, 15.351 casos de infecção por Ebola foram identificados, dos quais 5.459 resultaram em morte, segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os países mais afetados pela epidemia são a Libéria, Serra Leoa e Guiné.

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