Vacina contra tuberculose terá menor preço para emergentes

Governos de países em desenvolvimento pagarão menos pela única vacina terapêutica para combater a doença

Efe,

04 de outubro de 2007 | 14h43

Os países em desenvolvimento poderão adquirir a preço reduzido a única vacina terapêutica contra a tuberculose que o laboratório espanhol Archivel Farma apresentou na quarta-feira, 3, no Fórum Europeu de Investidores em Biotecnologia, realizado em Zurique. "A vacina é orientada àqueles que mais precisam, inclusive os pacientes dos países em desenvolvimento", explicou à Efe o diretor de pesquisa de desenvolvimento da vacina, o médico espanhol Pere-Joan Cardona. A vacina, batizada como RUTI, está na fase de testes clínicos. Cardona explicou que a vacina, "única vacina terapêutica contra a tuberculose, está dando muito bons resultados, já que não apresenta nenhuma toxicidade e dá uma boa resposta imune", mas lembrou que não ficará pronta até 2012. O coordenador da pesquisa espera poder testar a vacina nos países mais pobres, onde a tuberculose causa maiores estragos. Por isso, a RUTI será apresentada no IV Fórum Anual da Associação entre a Europa e os Países em Desenvolvimento para os Testes Clínicos (EDCTP), a ser realizada em Burkina Fasso, na África, dos dias 22 a 24 deste mês. A organização promove e financia os testes clínicos de remédios contra malária, Aids e tuberculose em países pobres. Além disso, Cardona assegurou que os países em desenvolvimento e ONGs poderão adquirir a vacina a um preço bastante inferior a que será vendido nos países ricos. Cardona se mostrou muito satisfeito porque, além de contar com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), alguns dos investidores institucionais, gerentes de capital risco, banqueiros e analistas já se mostraram interessados pela vacina. Atualmente, um terço da população mundial sofre de tuberculose latente, ou seja, está infectada mas a doença ainda não se manifestou. A longa duração (nove meses) e os efeitos secundários (é tóxico para o fígado) fazem com que 70% dos doentes abandonem o tratamento tradicional, mas a nova vacina só demoraria um mês a eliminar essa doença.

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