Vacina contra vírus do papiloma humano é segura, diz estudo

Recentemente, organizações expressaram preocupação com seu vínculo com reações potencialmente fatais

Efe

23 de outubro de 2008 | 14h34

A aplicação da vacina contra o vírus do papiloma humano não está associada a casos de derrame cerebral, coágulos no sangue, apendicites nem outros estados de saúde graves, revelou nesta quinta-feira, 23, um estudo.   O estudo dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), com sede em Atlanta, nos Estados Unidos, incluiu mais de 375 mil vacinações a meninas e mulheres de nove a 26 anos entre agosto de 2006 e julho de 2008.   "Após dois anos de observação, não encontramos nenhum vínculo entre a vacina e uma série de condições médicas graves ou evidência que sugira que a vacina foi causadora, tanto entre as adolescentes como entre as mulheres jovens", disse à Agência Efe John Iskander, diretor do Escritório de Segurança de Imunização dos CDC.   Além de coágulos no sangue, derrame cerebral e apendicites, as autoridades estudaram a relação da vacina, conhecida como Gardasil e fabricada por Merck & Co Inc., com casos de tromboses, apoplexia e reação alérgica severa.   Os CDC recomendam vacinar as meninas a partir dos nove anos contra o vírus do papiloma humano, que caso não prevenido pode provocar câncer no colo do útero.   Recentemente, várias organizações tinham expressado preocupação com a segurança da vacina e seu possível vínculo com reações potencialmente fatais.   Segundo as autoridades, as informações de reações graves, que representam 6% do total, foram analisadas cuidadosamente por especialistas médicos que concluíram que não existia um "padrão médico comum" que sugira que estejam relacionadas com a vacina.   Desde que a vacina foi aprovada em junho de 2006, foram registradas 27 mortes nos EUA entre adolescentes e mulheres que usaram o medicamento, segundo números do Sistema de Informação de Casos Adversos de Vacinação americano.

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