Adnan Abidi/Reuters
Adnan Abidi/Reuters

Vacina Covaxin é eficaz contra todas as variantes do coronavírus, diz farmacêutica indiana

Fabricante do imunizante afirma estar em negociações com OMS para obter autorização de uso emergencial

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2021 | 22h13

NOVA DÉLHI - A farmacêutica indiana Bharat Biotech afirmou que os testes da última fase da vacina que desenvolve contra o coronavírus, conhecida como Covaxin, mostraram eficácia geral de 77,8% na prevenção da doença e comprovaram que o imunizante é eficaz contra todas as variantes, incluindo a Delta. Em nota, a empresa informou que está em negociações com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para obter a autorização para o uso emergencial do profilático.

A última fase dos ensaios mostrou que a vacina é 93,4% eficaz contra casos graves e 77,8% contra infecções sintomáticas, acrescentou a companhia. Os dados também mostraram proteção de 65,2% contra a variante delta, identificada pela primeira vez na Índia.

A Covaxin está no centro de um caso de suspeita de corrupção no Brasil. Na sexta-feira, 2, à noite, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação ao não comunicar órgãos de investigações os indícios de propina nas negociações pela compra do imunizante. O episódio é investigado em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.

 

Vacina teve pedidos negados no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu na terça-feira, 29, o pedido de uso emergencial em caráter experimental no Brasil da CovaxinA solicitação, segundo o órgão, é da empresa Precisa Medicamentos, intermediária da Bharat Biotech no Brasil. 

Em março, a Anvisa havia negado os pedidos de certificação das fábricas do laboratório indiano Bharat Biotech, que produz a Covaxin. O aval é necessário para liberar o uso emergencial ou o registro do produto no Brasil. Representantes da agência foram à Índia no começo de março para inspecionar a fábrica. Antes de negar a certificação, o órgão tinha pedido adequações ao laboratório, que não teriam sido cumpridas. No mesmo mês, uma solicitação de importação excepcional e temporária da vacina feita pelo Ministério da Saúde foi negada./ASSOCIATED PRESS

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