Vacina da gripe é atualizada ano a ano
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Vacina da gripe é atualizada ano a ano

Imunizante acompanha circulação de novas variantes do influenza

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo
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10 de maio de 2021 | 07h00

Há cerca de dez anos, a dona de casa Neusa Bernardete Leme, 72, pegou uma gripe. Foram dias de febre, dor muscular e tosse seca, até que um forte incômodo nas costas entrou em cena e ela foi ao pronto-socorro. O médico pediu um raio x e chegou ao diagnóstico: a gripe tinha evoluído para uma pneumonia. “Não cheguei a ser internada, mas fiz um tratamento muito rigoroso. Eu fui de manhã e à tarde ao hospital para fazer inalação durante vários dias”, lembra. “Não achava que a gripe podia ser uma coisa assim tão séria”, desabafa.

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório causada pelo vírus influenza e pode provocar apenas sintomas leves, como mal-estar e dores no corpo, mas também evoluir para quadros mais graves, como pneumonia e até internações e morte. “A influenza é (uma das) causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave, condição que pode levar o paciente a necessitar de UTI e de ventilação mecânica”, aponta a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “Esse vírus causa cerca de duas mil mortes anuais [no Brasil], principalmente entre aqueles que estão nos grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidade”, completa.

Segundo o Ministério da Saúde, circulam três tipos de vírus influenza no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, já B e A são responsáveis por epidemias sazonais, sendo esse último o causador das epidemias de A/H1N1 e de A/H3N2. Como os vírus da gripe passam por mutações constantes, a vacina precisa ser atualizada todos os anos, explica o médico Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. “A vacina é produzida de acordo com os vírus que estão circulando dentro de uma previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS). Então, como ocorrem essas mutações, a vacina tem que ser alterada para conseguir nos proteger.” Por isso, explica, a vacina da gripe tem de ser tomada todos os anos, diferentemente de alguns outros imunizantes que nos protegem de outras doenças com apenas uma dose. 

Rede privada

A vacinação contra o vírus influenza foi incorporada em 1999 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Na campanha de 2021, que começou no último dia 12 de abril e vai até 9 de julho, 80 milhões de pessoas podem receber gratuitamente a vacina trivalente nos 50 mil postos de vacinação espalhados por todo o País. Serão vacinados crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis com a vacina trivalente, fabricada pelo Instituto Butantan. Quem não está nos grupos prioritários pode se imunizar na rede privada, que oferece a vacina tetravalente, que protege contra quatro tipos de vírus influenza – um a mais do que a vacina oferecida pelo SUS.

Dona Neusa foi imunizada com a segunda dose da vacina contra o coronavírus no final de abril e precisa aguardar 14 dias para ser vacinada contra a gripe. Um cuidado preconizado por uma nota técnica do Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covid-19, da Associação Médica Brasileira (AMB). “Considerando-se que as vacinas covid-19 e a vacina influenza são inativadas, elas poderiam ser aplicadas simultaneamente. No entanto, as vacinas contra o SARS-CoV-2 são muito recentes e demandam um período de observação sobre seus efeitos adversos e suas interações com outrosimunobiológicos”, concluiu a AMB. A dona de casa já anotou a data na agenda.

“Eu vou tomar a vacina da gripe agora dia 14 de maio. Não vou deixar passar não”, garante.

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