Luis Acosta/AFP
Luis Acosta/AFP

Vacina da Pfizer contra covid-19 será fabricada no Brasil a partir de 2022

Imunizante desenvolvido em conjunto com a BioNTech será produzido no País pela Eurofarma; fabricação de mais de 100 milhões de doses anuais será destinada a países da América Latina

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2021 | 09h49

A Pfizer e a BioNTech anunciaram nesta quinta-feira, 26, a assinatura de uma carta de intenção com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção da vacina contra a covid-19 no País. Segundo comunicado das empresas, os procedimentos de transferência de tecnologia, desenvolvimento no local e instalação de equipamentos começarão “imediatamente”, com início da fabricação em 2022.

A empresa brasileira será responsável pela produção e distribuição do imunizante (chamado Comirnaty) para a América Latina. A estimativa é de entrega de mais de 100 milhões de doses anualmente, fabricadas em Itapevi, na Grande São Paulo.

O produto é uma das quatro vacinas contra o coronavírus autorizadas para aplicação no Brasil, sendo o único até o momento liberado para adolescentes de 12 a 17 anos. Na quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou o início da aplicação da terceira dose de imunizantes contra a doença em parte da população idosa e imunossuprimidos a partir de setembro.

Com o acordo, a cadeia de produção chegará a quatro continentes, totalizando 20 plantas fabris. A Eurofarma receberá os insumos dos Estados Unidos. O acordo faz parte da expansão da fabricação da Comirnaty em diferentes regiões globais, com a inclusão de “dezenas de parceiros”. 

A Pfizer e a BioNTech anunciaram um acordo similar em julho, o primeiro das empresas fora da América do Norte e da Europa, com o grupo Biovac. Ele será responsável pela etapa final de produção da vacina na África do Sul. O objetivo é entregar também 100 milhões de doses por ano, voltadas exclusivamente para os 55 países da União Africana. 

A vacina Comirnaty aplicada hoje no Brasil é produzida em duas fábricas nos Estados Unidos (nas cidades de Kalamazoo, em Michigan, e McPherson, no Kansas) e uma fábrica na Europa (em Purrs, na Bélgica). As doses prontas são despachadas de avião até o Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, de onde seguem para o Brasil. Após o desembarque, são encaminhadas ao centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo as empresas, mais de 1,3 bilhão de doses da vacina foram entregues neste ano. O montante deve chegar a 3 bilhões até o fim de dezembro.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o processo de inclusão de um novo local de fabricação no registro de uma vacina envolve duas etapas principais: a certificação do novo local de fabricação e a inclusão deste novo local na cadeia produtiva da vacina registrada pelo órgão. Até o momento, a Anvisa diz não ter solicitação do laboratório Pfizer referente à inclusão deste novo local. A solicitação deve ser feita pelo laboratório farmacêutico no momento que entender que a nova linha de produção tem condições de atender os requisitos técnicos da Anvisa. /COM INFORMAÇÕES DA AFP

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