REUTERS/Brian Snyder
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Vacina da Universidade de Oxford pode ter registro aprovado em junho de 2021

Em teste também no Brasil, a vacina contra covid-19 levaria 18 meses para ser liberada, mas cientistas acreditam que podem encurtar o período para 12 meses diante de resultados positivos

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2020 | 08h10

RIO - A vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e testada em diversos países, entre eles o Brasil, poderá ter o registro liberado em junho de 2021. A informação foi dada nesta quarta-feira, 15, em entrevista à Globo News, por Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os testes no País.

Normalmente, a vacina levaria 18 meses para ser aprovada. Mas os cientistas estão confiantes de que conseguirão encurtar este período para 12 meses se os resultados forem positivos. Por isso, segundo a reitora da Unifesp, tendo os primeiros resultados no fim deste ano, o registro já poderia ser obtido até meados do ano que vem.

Essa redução é possível porque a vacina está sendo testada simultaneamente em 50 mil pessoas em todo o mundo, um número recorde. No Brasil, são 5 mil pessoas: duas mil em São Paulo, duas mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro. A redução de tempo foi possível também por se tratar de uma vacina emergencial.

"A vacina de Oxford é uma candidata bastante forte e está bem avançada, [mas] é preciso respeitar o tempo do estudo. E precisa ter os resultados, pelo menos, dos 6 primeiros meses, pra saber qual o conjunto dos resultados", explica Smaili. "Juntando todos os resultados, eles poderão ter o registro em 12 meses, ou seja, junho do ano que vem", estima a reitora da Unifesp.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem atualmente 163 substâncias candidatas a vacina contra a covid-19 em desenvolvimento em todo o mundo. Também segundo a OMS, a de Oxford é a que se encontra em estágio mais avançado de testes.

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