André Coelho/EFE - 27/01/22
André Coelho/EFE - 27/01/22

Vacina e contaminação por covid reforçam imunidade contra coronavírus, diz pesquisa

Nº de anticorpos no sangue de pessoas que foram infectadas e vacinadas é até dez vezes maior do que aquele presente nas que receberam o imunizante, mas não tiveram doença; Ômicron não foi testada

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 12h13

RIO – A vacinação contra a covid-19 combinada com a infecção natural pelo Sars-CoV-2 cria uma imunidade reforçada contra o vírus, segundo estudo da Universidade de Oregon (EUA). Conforme a pesquisa, a quantidade de anticorpos no sangue de pessoas que foram infectadas e vacinadas é até dez vezes maior do que aquela presente nas que receberam o imunizante, mas não tiveram a doença. O trabalho foi publicado nesta quinta-feira, 27, na revista Science Immunology.

Os pesquisadores analisaram a resposta imunológica de 104 pessoas que ja estavam vacinadas. Elas foram divididas em três grupos: 42 vacinados sem contágio prévio, 31 que receberam imunizante após uma infecção e outros 31 que foram infectados depois da vacinação. Em seguida, os cientistas coletaram sangue dos participantes e as amostras foram expostas em laboratório a três variantes do Sars-CoV-2: Alfa (B.1.1.7), Beta (B.1.351), e Delta (B.1.617.2). A Ômicron, mais contagiosa, ainda não foi testada.

Os resultados mostraram que os dois grupos com “imunidade híbrida”, compostos por aqueles que foram vacinados e infectados, geraram os maiores níveis de anticorpos em comparação ao grupo que foi apenas vacinado.

Cientistas ressalvam que, embora as conclusões reforcem as de estudos anteriores, a amostra usada foi pequena, o contágio foi feito em laboratório e a Ômicron não foi testada. Por isso, dizem, a vacinação segue sendo imprescindível. A vacina, ressaltam os especialistas, segue como a principal estratégia de proteção coletiva contra a covid-19.

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