Vacina pára transmissão da malária no mosquito

Se ainda não existe uma vacina para prevenir a proliferação da malária em seres humanos, que tal impedir que o mosquito transmissor contraia a doença? Essa é a proposta de uma equipe de pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Eles desenvolveram uma vacina experimental que, em teoria, pode eliminar a moléstia em toda uma região geográfica, ao erradicar o parasita no mosquitos. A idéia de tentar parar o ciclo da doença no transmissor não é de todo nova. Aqui mesmo no Brasil uma equipe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu neste ano um inseto transgênico com uma alteração que eliminou sua capacidade de transmitir o Plasmodium falciparum. O novo trabalho, no entanto, tenta fazer com que o bicho nem sequer se contamine ao picar uma pessoa infectada. Por enquanto a nova vacina foi testada somente em camundongos, mas em humanos o objetivo é que funcione da mesma maneira. Ela não deve prevenir ou eliminar a doença em alguém que já esteja contaminado. Mas espera-se que a droga possibilite que o sistema imunológico da pessoa vacinada elimine o parasita assim que ele atingir o trato digestivo do mosquito, logo após o inseto sugar o sangue da sua vítima. O objetivo é que, desse modo, seja possível evitar a expansão da moléstia que mata anualmente mais de 1 milhão de crianças no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.