Vacinação contra rubéola começa neste fim de semana

Campanha nacional contra a doença começa neste sábado e vai atuar nas fronteiras do País

08 de agosto de 2008 | 06h38

A campanha nacional de vacinação contra a rubéola, que começa neste sábado, contará com um esforço especial nas fronteiras brasileiras. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), serão imunizadas cerca de 137 mil pessoas que entram e saem do Brasil. Ana Morice, consultora técnica em imunizações da Opas, estima que 41 mil serão estrangeiros. O Ministério da Saúde e a Opas querem garantir que ninguém deixará de receber a vacina por não estar no seu país de origem durante a campanha. Em Santa Catarina, por exemplo, a coordenadora estadual da campanha, Leonor Proença, explica que boa parte dos esforços ocorrerá na cidade de Dionísio Cerqueira, que faz fronteira com Bernardo de Irigoyen, na Argentina.  Já no Paraná, haverá um esquema especial de vacinação na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu. A consultora estadual de doenças exantemáticas, Gisleine Carvalho, afirma que o governo brasileiro utilizará um posto desativado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na aduana brasileira para vacinar quem entra e sai do País. "Houve também um reforço na quantidade de vacinas disponibilizadas nos postos de saúde brasileiros para atender a população paraguaia", explica Gisleine. Marília Bulhões, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, disse que a Opas garantiu o reforço dos estoques de vacina nas cidades estrangeiras que recebem muitos brasileiros.  A estratégia de vacinar até brasileiros no exterior faz parte do plano de erradicação da doença no País. A meta é imunizar 70 milhões de pessoas, para que o vírus deixe de circular no Brasil até 2010. "Para cada real investido na prevenção da doença, outros 12 reais são economizados com tratamento", afirma a consultora Ana Morice.  Em um ano, os casos de rubéola cresceram 21 vezes na Capital. Os 45 registros em 2006 subiram para 966 ano passado. No Estado de São Paulo, o crescimento também foi expressivo no período, saindo de 66 notificações para 1.659. Para reverter os índices, a Secretaria de Saúde espera vacinar em São Paulo 13,5 milhões de pessoas entre 20 e 39 anos, de ambos os sexos.

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