Vacinação de idosos vai de 24/4 a 5/5

A oitava edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que vai de 24 de abril a 5 de maio, pretende vacinar contra a gripe 11 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 70% dos 15,7 milhões de idosos do País. O objetivo da campanha é proteger esse segmento da população, mais vulnerável a complicações da gripe e de outras doenças que podem ser prevenidas por vacinas. A campanha terá o ponto alto no dia 29 de abril, quando estados e municípios mobilizarão 251,3 mil pessoas, entre servidores e voluntários, em 73,7 mil postos de vacinação em todo o país. Serão utilizados 27,7 mil veículos, incluindo carros e barcos para a locomoção das equipes, além de uma aeronave. O investimento do Ministério da Saúde na campanha é de R$ 130,5 milhões, dos quais R$ 118,6 milhões foram aplicados na compra de 18,6 milhões de doses contra o vírus influenza. O restante dos recursos foi utilizado na aquisição de 240 mil doses contra pneumococos, de 4 milhões de doses contra difteria e tétano e de 1 milhão de doses contra febre amarela. Essas outras vacinas serão utilizadas para fazer a atualização da carteira de vacinação dos idosos. Também integram o orçamento da campanha de vacinação do idoso R$ 4,8 milhões repassados a estados e municípios para ações de mobilização. A campanha publicitária de vacinação do idoso deste ano traz o slogan "Viva melhor. Vacine-se contra a gripe". Foram produzidos vídeos para TV, spot para rádio, folhetos, cartazes e outdoors. A vacina A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas (subtipo de vírus) de maior circulação no Hemisfério Sul. Essa combinação eleva a capacidade de proteção da vacina e diminui o risco de contrair a doença em até 90% dos casos. A vacina leva duas semanas para produzir efeito e deve ser tomada todos os anos. Os vírus presentes na vacina estão mortos e não podem se reproduzir e provocar a doença. Isso significa que a vacina não causa gripe. Só não podem ser vacinados aqueles que têm um quadro raríssimo de alergia comprovada à proteína do ovo, uma vez que a dose é produzida em embriões de galinha. O Brasil é um dos poucos países que oferecem gratuitamente a vacina para maiores de 60 anos. As campanhas de vacinação de idosos começaram em 1999. Milhões de pessoas são vacinadas todos os anos no Brasil. No ano passado, o país superou a meta e vacinou 83,9% da população com mais de 60 anos, conquistando uma das melhores coberturas vacinais em todo o mundo. A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Especialistas acreditam que uma nova pandemia poderá acontecer nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça essa hipótese. Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados desses estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares. A campanha de vacinação do idoso segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de priorizar os idosos na vacinação. A gripe entre jovens não representa problema de saúde pública. Leva-se em consideração que o organismo do idoso é mais vulnerável à gripe. Assim, eles podem sofrer complicações, como a pneumonia, ou a desestabilização de um quadro de doença cardíaca ou renal. A doença A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal-estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal. A gripe é curada espontaneamente em cerca de uma semana. Os pacientes idosos mantêm, em geral, a infecção por semanas e podem apresentar complicações. As mais freqüentes são a pneumonia bacteriana, a pneumonia viral primária e o agravamento de doenças crônicas pré-existentes. A gravidade aumenta com a idade. Um dos maiores desafios em relação à saúde da população com mais de 60 anos é a prevenção de enfermidades que interferem no desenvolvimento de suas atividades diárias, sendo a gripe uma das principais causas. Hoje, o crescimento do fluxo de viagens internacionais da população com mais de 60 anos (mais vulnerável) facilita a disseminação do vírus. Isso exige da política nacional de saúde estratégias adequadas, com atenção especial à ampliação das coberturas vacinais dos grupos de risco, às pesquisas e ao desenvolvimento de vacinas. Idosos no Brasil O envelhecimento populacional é um fenômeno observado mundialmente, sendo marcado por um crescimento elevado da população idosa em relação aos demais grupos etários. No Brasil, pode ser exemplificado pelo aumento da participação das pessoas com mais de 60 anos no total da população nacional de 4%, em 1940, para 9%, em 2000. No Estado de Minas Gerais, em 2000, os idosos representavam 9,1% da população mineira. A quantidade de idosos institucionalizados é maior nas regiões mais desenvolvidas do Estado, como a Central, Sul de Minas, Centro-Oeste e Triângulo. Em Belo Horizonte, a porcentagem de idosos é ainda maior. Dos 2 milhões e 200 mil habitantes, 204,573 são idosos, o que corresponde a 10% da população belorizontina. As informações são da Agência Saúde.

Agencia Estado,

22 de abril de 2006 | 08h24

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