Alberto Pizzoli/AFP
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Vaticano indica Semana Santa sem fiéis e transferência de procissões

Metade das dioceses paulistas já adotou restrições, incluindo as Arquidioceses de São Paulo, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto e Sorocaba

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2020 | 14h17

O Vaticano orientou as dioceses que estejam em emergência sanitária pela covid-19 a manter missas sem fiéis mesmo durante a Semana Santa e transferir as tradicionais procissões para setembro. Sob consultas, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos destacou que a festa da Páscoa não pode ser transferida de data.

Em relação ao chamado tríduo pascal, que começa na Quinta-Feira Santa, a orientação é para que "mesmo sem a participação dos fiéis, o bispo e os párocos celebrem os mistérios litúrgicos, avisando os fiéis da hora de início de modo a que se possam unir em oração nas respectivas habitações". E ainda se estimula o uso das redes sociais. Prevê-se especificamente para a Sexta-Feira Santa que "na oração universal, o Bispo Diocesano terá o cuidado de estabelecer uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e por aqueles que sofreram alguma perda" por causa da covid-19. 

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Rezemos hoje pelas pessoas que por causa da pandemia estão começando a ter problemas econômicos, porque não podem trabalhar e tudo isso recai sobre a família. Rezemos pelas pessoas que têm esse problema
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Francisco, papa

Metade das dioceses paulistas já adotou restrições, incluindo as Arquidioceses de São Paulo, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto e Sorocaba. As procissões tradicionais de Domingo de Ramos e da Sexta-Feira Santa poderão ser transferidas para outras datas. "As expressões de piedade popular e as procissões que enriquecem os dias da Semana Santa e do Tríduo Pascal, a juízo do Bispo diocesano, poderão ser transferidas para outros dias convenientes, por exemplo, 14 e 15 de setembro", sugere o texto pontifício.

Nesta segunda-feira, 23, na missa ao vivo que mantém por streaming da Casa Santa Marta, o papa voltou a destacar a pandemia. "Rezemos hoje pelas pessoas que por causa da pandemia estão começando a ter problemas econômicos, porque não podem trabalhar e tudo isso recai sobre a família. Rezemos pelas pessoas que têm esse problema." Francisco ainda cancelou a visita que faria a Malta no fim de maio.

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