Vazamentos detectados em poço da BP ainda não trazem perigo, dizem EUA

Um dos vazamentos inicialmente relacionados ao poço pode ter uma causa independente, disse almirante

EFE

19 Julho 2010 | 19h33

O governo dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira que os vazamentos detectados perto do poço estragado da British Petroleum no Golfo do México não representam uma ameaça neste momento.

 

O almirante Thad Allen, responsável da resposta do governo ao derrame, descartou que uma das fugas, situada a três quilômetros da parte principal do poço Macondo, tenha a ver com a crise desencadeada quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu, em 20 de abril.

 

A multinacional petrolífera BP, responsável pelo derrame, apontou na mesma direção e destacou que o vazamento obedece a motivos naturais e não procede do poço selado na quinta-feira mediante um enorme sino de contenção que atua como um tampão.

 

Allen se referiu a outros dois vazamentos adicionais, um a alguns metros da cabeça do poço e o terceira no próprio sistema de lacre, embora disse acreditar que nenhum deles representa uma "ameaça" nem é sintomático de problemas sérios no poço Macondo.

 

A BP indicou que o escape poderia se tratar de nitrogênio, algo que assegura que é "comum".

 

Allen insistiu que os engenheiros da BP e os cientistas do governo analisam de perto os níveis de pressão no poço, que são inferiores ao previsto.

Allen disse que isso pode obedecer ao relativo esgotamento do petróleo no poço, que começou a verter óleo no Golfo do México após a explosão do dia 20 de abril da plataforma operada pela BP.

 

A segunda possibilidade é que exista um vazamento sob o solo marinho devido a problemas na estrutura do poço por causa da explosão da plataforma.

 

Noventa e um dias depois da explosão e posterior afundamento da plataforma operada pela BP, a principal preocupação da Casa Branca é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o óleo se infiltre através das rochas e acabe fluindo em múltiplos pontos do solo marinho.

 

Apesar desses temores, Allen disse que a pressão no poço "segue aumentando de forma gradual a cada hora".

 

O almirante disse que se detectar algum problema grave, daria ordem imediata de reabrir o obturador.

 

O petróleo fluiria, nessa situação, dentro do sino de contenção, com capacidade para abrigar até 80 mil barris de petróleo, que seriam transferidos por encanamentos para vários navios na superfície.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.