Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Veja linha do tempo do programa Mais Médicos

Programa federal foi lançado em julho de 2013; neste ano, vagas foram totalmente preenchidas por brasileiros

O Estado de S. Paulo

14 Maio 2015 | 19h53

6 de maio de 2013

O ex-ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota anunciou que o governo negociava a vinda de 6 mil médicos cubanos. Dois dias depois, o governo anunciou ter "desistido" e disse que ia priorizar Portugal e da Espanha. 

8 de julho de 2013

Foi lançado o Mais Médicos, que previa aumentar em 11,5 mil o número de vagas nos cursos de Medicina e mudar a formação do médico, acrescentando 2 anos de serviço obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 31 de julho, o governo recuou e passou a dizer que os 2 anos poderiam servir como residência.

21 de agosto de 2013

Alegando que a quantidade de médicos habilitados na primeira chamada do Mais Médicos atenderia a apenas 6% dos profissionais pedidos pelos municípios, o governo voltou a mudar planos. No dia 21 de agosto, anunciou-se convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para a contratação de 4 mil médicos cubanos. 

Setembro de 2013

Recursos nos CRMs e problemas como atrasos nos pedidos de registro provisório, falta de tempo para a realização da prova e até falhas na seleção de tutores fazem o trabalho dos formados no exterior, que deveria começar dia 16, ser postergado. Apenas 80 (11,7%) dos 682 registros provisórios necessários foram concedidos pelos Conselhos Regionais de Medicina. Estrangeiros, sobretudo cubanos, são recebidos com vaias por alguns colegas brasileiros e com festa por pacientes de áreas isoladas. Justiça começa a obrigar CRMs a darem registros.

Outubro de 2013

O Congresso aprova o Mais Médicos. O projeto transfere para o Ministério da Saúde a atribuição de conceder registro provisório para médicos formados no exterior. Até aquele momento, 1.061 profissionais haviam começado a atuar, diante das 16 mil vagas solicitadas pelas prefeituras que ingressaram no programa. São Paulo recebe 276 profissionais, na segunda fase do programa.

Novembro de 2013

Três mil profissionais cubanos chegam ao País para atuar no programa. Eles recebem a metade da bolsa dos demais estrangeiros - o restante é pago para o governo de Cuba por meio de um convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas). O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) questionam a legalidade da contratação dos cubanos.

Janeiro de 2014

O Ministério da Saúde anuncia que trará ao País mais 2 mil cubanos para preencher vagas não ocupadas do programa Mais Médicos. 

Fevereiro de 2014

A cubana Ramona Matos Rodríguez abandonou o projeto, refugiou-se na Câmara em Brasília e quer pedir asilo ao País. Posteriormente, ela pediu asilo nos Estados Unidos.

Agosto de 2014

Ao completar um ano, o Mais Médicos está presente em 3.785 municípios, enquanto os 14 mil profissionais do programa - dos quais mais de 11 mil cubanos - enfrentam desafios para trabalhar. Reportagem do Estado mostra que os médicos se deparam com infraestrutura precária dos postos, falta de medicamento, déficit de colegas, recusa de encaminhamento para especialistas e violência urbana. Apesar das insuficiências, pacientes comemoram a chegada dos doutores. 

Janeiro de 2015

No primeiro ano de atendimento do programa Mais Médicos, 174 profissionais desistiram de atuar no projeto, segundo dados do Ministério da Saúde. A maior parte é brasileira. Do total de desistentes, 144 são formados no Brasil, 11 são intercambistas (brasileiros ou estrangeiros formados em instituições de ensino no exterior) e 19 são cubanos trazidos ao País por meio do acordo de cooperação com o governo da ilha, intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), órgão vinculado às Nações Unidas. As desistências, porém, representam apenas 1,2% do total de profissionais do programa. Segundo dados do ministério, são 14.462 médicos atuando em 3.785 cidades brasileiras, além de 34 distritos sanitários indígenas. 

Fevereiro de 2015

A nova edição do Mais Médicos tem recorde de inscrições. O Ministério da Saúde registrou 15.747 pessoas interessadas em participar do programa. O maior interesse de profissionais com diploma brasileiro é resultado da fusão com o Provab, iniciativa do governo para tentar aumentar o provimento de profissionais em áreas prioritárias. Com a mudança, todo profissional, depois de um ano, tem direito a um bônus de 10% nos exames de residência. A maior parte dos profissionais que se candidataram a uma vaga do Mais Médicos - 11.736 - optou por receber o bônus.

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