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Veja o que já se sabe até agora sobre o novo coronavírus

Saiba quais são os sintomas, como ocorre o contágio, os métodos de prevenção e os tipos de tratamento

João Ker, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 12h16

O novo coronavírus, responsável pela covid-19, foi descoberto em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China. Em 11 de março deste ano, quando ele já havia se espalhado por 114 países, resultando em 4.291 mortes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação como "pandemia", uma nova doença de disseminação mundial.

Até o momento, não se sabe ao certo qual a origem do coronavírus. A hipótese mais provável é a de que ele tenha surgido em morcegos, mas como foi transmitido a humanos ainda é um mistério. 

Em abril, o Ministério da Saúde confirmou que o primeiro caso de infecção da covid-19 no Brasil ocorreu em janeiro. Já o primeiro óbito pela doença foi registrado em 17 de março. A vítima foi um homem de 62 anos, que tinha comorbidades como diabetes e hipertensão, e um histórico de viagens ao exterior.

SINTOMAS

Os sintomas do novo coronavírus podem ser sentidos no corpo entre dois e 14 dias após a infecção. Até agora, foram identificados: 

  • febre
  • tosse
  • falta de ar
  • arrepios
  • tremor repetitivo com arrepios 
  • dor muscular
  • dor de cabeça 
  • dor de garganta
  • perda de paladar
  • perda de olfato

CONTÁGIO

Segundo a OMS, o novo coronavírus precisa de um hospedeiro — humano ou animal — para se multiplicar. Ou seja, a transmissão ocorre apenas de pessoa para pessoa, mas pode ser feita de forma direta, pela proximidade com um indivíduo infectado; ou indiretamente, pelo contato com uma superfície contaminada e a não higienização das mãos de forma correta. 

PREVENÇÃO

De acordo com as autoridades sanitárias mundiais, a principal prevenção contra o novo coronavírus é respeitar o isolamento social e ficar em casa. Entretanto, há medidas que podem ser tomadas por quem precisa sair de casa para atividades essenciais. As principais são:

  • evitar tocar botões de elevador e maçanetas sem luvas ou com a mão mais utilizada;
  • manter uma distância mínima de um metro e meio entre outras pessoas, quando em filas ou transporte público; 
  • cobrir a boca com o antebraço quando for tossir;
  • ao utilizar automóveis, desligar o ar condicionado e manter as janelas abertas; 
  • higienizar as mãos corretamente com água e sabão ou álcool em gel 70%;
  • evitar tocar o rosto;
  • não utilizar elevadores com mais de três pessoas;
  • higienizar todas as embalagens de compras com álcool em gel 70%.

TRATAMENTO

Nas novas diretrizes do Ministério da Saúde, publicadas em 20 de maio, o tratamento para a covid-19 pode variar de acordo com o estado clínico do paciente, que pode ser leve, moderado ou grave.

Para os casos leves, o Ministério da Saúde agora permite que seja usada uma combinação de azitromicina com a cloroquina ou hidroxicloroquina, apesar de elas não terem efeito cientificamente comprovado contra a doença. Ainda assim, os medicamentos poderão ser administrados desde que haja consentimento do paciente e ele apresente os seguintes sintomas nos cinco primeiros dias de infecção: perda do paladar e olfato, coriza, diarréia, dor abdominal, tosse, fadiga, dores musculares e cefaléia (dor de cabeça). 

Para os casos moderados, pode ser indicada a internação hospitalar, o tratamento de possíveis infecções com antibióticos e o uso da imunoglobulina humana, de anticoagulação e de corticoterapia.

Já em casos graves, o tratamento varia de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e pode incluir internação; ventilação mecânica, não invasiva ou entubação endotraqueal a depender do nível de desconforto respiratório; ou até a administração de hidrocortisona intravenosa quando houver choque séptico persistente. 

O uso da cloroquina ou hidroxicloroquina também deve ser avaliado, de acordo com a nova diretriz do Ministério da Saúde, aos pacientes que apresentarem sintomas nos cinco primeiros dias de infecção. 

CURA/VACINA

Ainda não há cura nem vacina para o novo coronavírus, apesar das inúmeras pesquisas nacionais e internacionais realizadas até agora. Nesta semana, a empresa norte-americana de biotecnologia Moderna anunciou a descoberta de uma possível vacina que apresentou sinais positivos contra a covid-19 em oito pacientes voluntários. Entretanto, a pesquisa ainda está no seu estágio inicial e, caso sua eficácia seja comprovada, ela só será disponibilizada no final deste ano ou no início de 2021.

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