Verba do SUS é administrada fora da secretaria de saúde em 25% das cidades

Estudo aponta que 33,8% dos comandantes dos órgãos responsáveis pela gestão da Saúde não tinham nível superior completo

estadão.com.br

13 Maio 2010 | 10h28

RIO - Dados do Perfil dos Municípios Brasileiros 2009 (Munic), feito pelo IBGE, revelam que um quarto - mais exatamente, 24,6% - dos municípios brasileiros que tinham Fundo Municipal de Saúde, estrutura que recebe milhões de reais do Sistema Único de Saúde (SUS), mantinham sua administração diretamente vinculada ao gabinete do prefeito. Outros 65% dos municípios do Brasil deixavam a gestão dessas verbas nas respectivas secretarias de Saúde; 4,2%, em outra secretaria; 3,7% em outra estrutura administrativa; em 1,2%, o fundo era autônomo e em outro 1,2% não souberam informar.

 

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No ano passado, das 5.565 prefeituras, 5.204 tinham Fundo de Saúde e apenas 361(6,5%) não possuíam a estrutura, de acordo com o levantamento do IBGE. A pesquisa também mostra que eram médicos apenas 9,5% dos titulares dos órgãos responsáveis pela Saúde nos municípios brasileiros em 2009 e 14,2% eram enfermeiros. O estudo aponta que 33,8% dos comandantes dos órgãos responsáveis pela gestão da Saúde nos municípios não tinham nível superior completo.

 

Segundo o levantamento, 1% (55 pessoas) tinham nível fundamental incompleto; 1,1%, o mesmo nível, mas completo; 2,6%, médio incompleto; 19,6% médico completo; e 9,5 % tinham curso universitário incompleto. Os gestores-chefes municipais tinham nível superior completo em 39,4% das cidades, e pós-graduação, 26,8%.

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