Viagra parece ajudar mulheres que tomam antidepressivo

Eles podem interferir no desejo sexual e na performance, levando muitas a abandonar o tratamento

AP

22 de julho de 2008 | 18h26

O efeito do Viagra em mulheres tem desapontado a muitas, mas um novo pequeno estudo determinou que as mulheres que tomam antidepressivos podem se beneficiar como uso das pequenas pílulas azuis.  A pesquisa, envolvendo 98 mulheres pré-menopausa, descobriu que o Viagra as ajudou a chegar ao orgasmo. No entanto, os benefícios não se estenderam a outros aspectos como o desejo, disseram os pesquisadores no relatório publicado na edição de quarta-feira, 23, do Journal of the American Medical Association.  "Para mulheres que tomam antidepressivos e têm problemas de orgasmo, isso pode fornecer um maravilhoso alívio", disso o psicólogo Stanley Althof, diretor do centro de saúde sexual do sul da Flórida, que não participou da pesquisa. "Mas isso não vai aumentar seu desejo ou libido."  Antidepressivos podem interferir no desejo sexual e na performance. Mudar de medicamento ou diminuir a dose pode ajudar, mas muitas pessoas, homens e mulheres, pararam com a medicação, devido ao seus efeitos colaterais.  As queixas são comuns. Mais da metade das pessoas que tomam antidepressivos desenvolvem problemas sexuais, descobriram estudos anteriores, especialmente aqueles que tomam Prozac, Paxil, Celexa e outras drogas que trabalham aumentando a serotonina no cérebro.  Acredita-se que essa substância seja responsável por diminuir orgasmos, talvez porque diminua a liberação de outro neurotransmissor, a dopamina. O Viagra aumenta o fluxo de sangue para os órgãos sexuais.  A porta-voz da farmacêutica Pfizer, Sally Beatty, disse que a companhia não tem planos de tentar uma aprovação pela FDA para o uso do medicamento em mulheres. A companhia finalizou sua pesquisa para o uso feminino em 2004. Embora tenha provado que o Viagra é seguro, os resultados foram inconclusivos, disse.  A busca por um equivalente feminino do Viagra tem sido desanimadora. O adesivo de testosterona precisa de mais estudos de segurança, segundo a FDA. Um mecanismo de vácuo que aumenta o fluxo de sangue para o clitóris não é aprovado pela FDA e a farmacêutica BioSante está testando um gel de testosterona chamado LibiGel.  Os novos achados do Viagra se baseiam em um estudo de oito semanas. As 98 mulheres usaram antidepressivos e apresentavam problemas sexuais. A média de idade era 37 anos.  As mulheres concordaram em fazer sexo pelo menos uma vez por semana. Em cada uma das vezes elas tomavam um pílula que não sabiam ser o Viagra ou um placebo.  Enquanto 72% das mulheres tomando Viagra reportaram uma melhora, apenas 27% das que tomaram o placebo disseram sentir alguma diferença. No entanto, pesquisadores disseram ser preocupante o fato de 43% das mulheres que tomaram o Viagra sentiram dores de cabeça. Indigestão e vermelhidão da pele foram reportados mais freqüentemente pelas mulheres que tomaram o Viagra.

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