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Laboratório de Biologia Integrativa/UFMG
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Gonzalo Vecina
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Vietnã e Araraquara expõem caminhos para ampliar testagem da covid e rastrear contatos; leia análise

Resolver demora no resultado dos exames e uso do celular para acompanhar deslocamento de casos positivos são fundamentais

Gonzalo Vecina*, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 05h00

Cada indivíduo com a covid-19 infecta "n" outros, dependendo de como estiver a taxa de contágio, o chamado RT. É necessário isolá-lo. Esse é um tema que não discutimos muito no Brasil, mas deveria, se queremos controlar a doença. Foi importante em Araraquara, que registrou queda expressiva de casos a partir do lockdown. 

Para cada indivíduo positivo, teríamos de fazer testes em cinco contactantes. Estes devem nos levar para mais dois positivos, em média. Essas pessoas também devem ser isoladas. É rastreamento! Não adianta testar só contactantes da segunda leva, pois ainda devem ter carga viral baixa. O uso do celular para acompanhar positivos em termos de deslocamento é fundamental. 

Testagem para covid nunca foi efetiva no Brasil. Algumas cidades fazem testes, mas o resultado só vem após sete a dez dias! Para que fazer então? Não serve para nada. O Vietnã atua preventivamente. Fez testagem, rastreamento de contatos e isolamento de infectados, além de usar máscaras. Tudo promovido em campanhas do governo. Com vacinação incipiente, registra 0,04 mortes por 100 mil habitantes. E nós, 181,7. 

Araraquara compra testes da Unesco a R$ 90 cada, mas ficam prontos no mesmo dia. Gastam uma grana com isso. Duas medidas urgentes que ainda poderiam ser adotadas no Brasil são resolver a demora nos resultados e ampliar a testagem, adotando como modelo o que é feito em Araraquara. 

*É MÉDICO SANITARISTA E COLUNISTA DO ESTADÃO

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