Vigilância Sanitária apreende 200 litros de leite em MG

Produto, embalado em sacos plásticos, era vendido em estacionamento de Juiz de Fora

31 de outubro de 2007 | 12h05

A Vigilância Sanitária de Juiz de Fora, Minas Gerais, apreendeu cerca de 200 litros de leite na manhã desta quarta-feira, 31, em um estacionamento da cidade. O produto estava embalado em sacos plásticos e era estocado em um abiente não refrigerado, sob condições inadequadas de armazenamento.   Veja também: O processo de adulteração do leite  Procuradores decidem investigar os fiscais do leite   Após denúncia anônima, os fiscais da vigilância, que realizaram uma ação em conjunto com a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, recolheram leites das marcas Nata, Catavento e Tupi. Os produtos eram fabricados nas cidades vizinhas de Valença, São joão Nepomuceno e Guarará.   Apesar de ter o selo de inspeção, o produto estava fora das condições adequadas de armazenamento. O proprietário da mercadoria foi autuado e multado em R$ 261,00 e tem 15 dias para recorrer. O leite será destruído em um aterro sanitário da cidade.   No último dia 22, a Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale) e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), ambas de Minas, foram acusadas de adicionar substâncias químicas de maneira irregular ao leite longa vida.   As empresas que distribuem as marcas Parmalat, Calu e Centenário tiveram vários lotes retirados dos mercados.   O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse na terça-feira que os problemas da fiscalização na produção de leite foram sanados e o governo adotou novos mecanismos para evitar fraudes.   Stephanes afirmou que o sistema nacional de produção de leite tem qualidade. O ministro confirmou que esteve reunido com o presidente da Parmalat, Marcus Elias. Segundo Stephanes, as indústrias cobraram do governo uma posição oficial sobre as denúncias de fraude no leite. Para os empresários, é preciso ter mais clareza no processo e mais informações sobre a operação de fiscalização que é feita pelo Ministério da Agricultura. Segundo Stephanes, o temor da indústrias é normal, pois há "pânico" na população.   Matéria ampliada às 13h31 para acréscimo de informações

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