Vírus da gripe se espalha melhor pelo ar seco

Pela nova análise, a umidade absoluta explica 50% da transmissão e 90% da sobrevivência do vírus

AP,

09 Fevereiro 2009 | 20h03

Estudos da influenza sazonal há muito indicam que a gripe se espalha melhor pelo ar seco. Agora, uma nova pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Science, indica que a chave é a umidade absoluta - que mede a quantidade de água presente no ar, independentemente da temperatura - não a umidade relativa, que se pensava normalmente.   "As correlações são surpreendentemente fortes. Quando a umidade absoluta está baixa, a sobrevivência do vírus influenza é prolongada e a taxa de transmissão aumenta", disse Jeffrey Shaman, da Universidade de Oregon State.   A descoberta é "muito importante para a comunidade científica e médica poder desenvolver melhores modelos de previsão da gripe", disse. Ela vai oferecer uma oportunidade de entender melhor e prever surtos da doença.   Para o público, acrescentou, a descoberta oferece "uma explicação mais elegante de do porquê desses surtos sazonais de gripe." E ainda mostra que em alguns casos pode valer a pena acrescentar umidade ao ambiente. Tenha cuidado para não exagerar, no entanto - umidade demais pode levar a outros problemas, como o mofo.   A correlação da gripe com a baixa umidade é importante porque durante o inverno, quando a gripe é mais comum, mesmo uma umidade relativa do ar alta pode indicar pouca umidade real no ar.   Segundo os pesquisadores, a umidade relativa do ar só pode explicar 12% da variabilidade nos casos de influenza e 36% da sobrevivência do vírus. Pela nova análise, a umidade absoluta explica 50% da transmissão e 90% da sobrevivência do vírus.

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