Vírus da gripe suína é estável, diz diretora da OMS

O H1N1 não mostra sinais de misturar-se geneticamente com o vírus da gripe aviária

Reuters,

25 Junho 2009 | 13h14

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse que o vírus H1N1, causador da gripe suína, é estável e não mostra sinais de misturar-se geneticamente com o vírus da gripe aviária. "O vírus continua a ser muito estável", disse ela.

 

Veja também:

linkQuem vem da Argentina e Chile tem de fazer declaração

linkPaís reforça fiscalização da gripe

especial Mapa: veja como a gripe está se espalhando

especialEntenda a gripe suína: perguntas e respostas 

video Infectologista esclarece cuidados que serão tomados 

mais imagens Veja galeria de fotos da gripe suína pelo mundo   

som 'Meios de transportes facilitam a propagação'

documento Folheto oficial do Ministério da Saúde 

 

Diferente da gripe suína, que parece disseminar-se facilmente mas causa pequeno número de casos graves, a gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, não se espalha com facilidade entre seres humanos, mas tem uma alta taxa de mortalidade.

 

É comum que variedades de vírus troquem material genético entre si, com o risco de que uma variedade acabe assimilando os "pontos fortes" de outra.

"Sabemos que todos os vírus de gripe são altamente imprevisíveis e têm grande potencial de mutação", acrescentou Margaret. Ela insistiu que é preciso monitorar o vírus de perto.

 

"Precisamos saber como ele está se comportando no hemisfério sul, e ver se o vírus H1N1 e o vírus da gripe comum vão se recompor. Até agora, não detectamos nenhum sinal", disse ela.

 

"Outro ponto importante é que precisamos monitorar o H1N1 e o H5N1, que é endêmico em alguns países da Ásia e do Oriente Médio. Gostaríamos de saber se houver alguma mudança", acrescentou. "Novamente, não detectamos nenhum sinal de reagrupamento".

 

 A diretora da OMS disse que muito esforço vem sendo feito na busca por vacinas, mas que medidas de bom senso podem reduzir o risco de infecção.

"Na prevenção e na redução do risco desta infecção, é claro que muita atenção foi dada a antivirais e vacinas. Mas não devemos esquecer que existem o que chamamos de medidas não farmacêuticas que são muito eficientes", disse ela.     

 

"Estas são medidas simples como não fumar, descansar o suficiente, manter uma dieta balanceada para sustentar um alto nível de imunidade e lavar as mãos frequentemente com água e sabão".

 

"E se você for contaminado, por favor procure um médico".

Mais conteúdo sobre:
gripe suína

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.