Daniel Berejulak/The New York Times
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Vírus do Ebola pode ficar em esperma por três meses, alerta OMS

Organização Mundial da Saúde aponta que vírus não se transmite pelo ar, mas por fluidos infectados, como sangue, fezes e vômito

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2014 | 10h02

GENEBRA - O vírus do Ebola pode ser transmitido pelo esperma, mesmo três meses depois de um paciente ter sido curado da doença. Um levantamento publicado nesta segunda-feira, 6, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) insiste que não existem indicações de que o vírus que está causando um caos no oeste da África possa passar de uma pessoa a outra apenas pelo ar. Mas alerta que o Ebola é "transmitido entre humanos por meio de contato físico direto com fluidos infectados, como sangue, fezes e vômito".   

Diante de um número cada vez mais assustador de casos de pessoas contaminadas, a OMS tenta esclarecer em quais circunstâncias a doença tem sido transmitida. Além de um contato com o sangue, o vírus também é propagado pelo contato com a urina de um doente ou pelo leite materno. Lágrimas e salivas também podem transmitir o vírus, ainda que os estudos conduzidos sobre o assunto sejam limitados. 

A entidade aponta que estudos têm revelado que o vírus persiste no sêmen por pelo menos 70 dias, enquanto existem indicações que poderia superar até mesmo 90 dias. 

Outra forma de contágio é o contato com superfícies e objetos que tenham sido tocados por fluidos de pessoas contaminadas. Mas a OMS deixa claro que "o risco de transmissão" nesses casos é "baixo" e que tal problema pode ser reduzido com uma limpeza constante dos objetos. 

Ar. Apesar de altamente contagiante, o vírus não se propaga pelo ar. Segundo a OMS, "esse modo de transmissão não tem sido observado".  Ser contaminado por meio de uma tosse ou um espirro, portanto, seria "raro".  

Mas a entidade alerta que, teoricamente, tocar em uma gota de um líquido ou muco de uma pessoa infectada poderia transmitir o vírus. Mas a pessoa infectada precisaria estar em uma curta distância. 

A OMS também alerta que, por enquanto, não registrou qualquer evidência de uma mutação do vírus do Ebola, o que garante que o modo de transmissão continua igual. 

Para a entidade, o que existe até agora é "pura especulação" de que o vírus tenha sofrido uma mutação e, para frear o vírus, o que precisa ser feito é implementar as medidas de prevenção que já existem. 

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