Vítimas da gripe suína quase triplicam em um mês na Argentina

Com 378 mortes, País é o segundo no ranking mundial de mortes pela gripe suína, atrás dos Estados Unidos

Ariel Palácios, O Estado de S. Paulo,

12 Agosto 2009 | 10h50

O número de mortes quase triplicou na Argentina em um mês. O País contabiliza 378 vítimas da gripe suína desde que o vírus começou a espalhar-se no país, na primeira semana de maio. Essa é a contabilidade realizada pelas secretarias da Saúde das 24 províncias argentinas e a capital federal. O número inclui as quinze novas mortes anunciadas nesta terça-feira à noite pelas autoridades sanitárias provinciais.

 

Desta forma, a Argentina continua em segundo lugar no ranking mundial de mortes pela gripe suína, atrás dos Estados Unidos, que registra 436 pessoas mortas, segundo os últimos dados anunciados pelas autoridades americanas no dia 7 de agosto.

 

A primeira morte em território argentino foi registrada no dia 15 de junho. No dia 14 de julho o governo federal admitiu o número de 135 mortes. Quatro semanas depois, o número de mortos quase triplicou para os atuais 378 mortos.

 

Na semana passada o vice-ministro da Saúde, Máximo Diosque, afirmou que o número de mortos poderia superar a faixa de 700 pessoas em caso de confirmação de outros 400 falecimentos que ainda estão sendo avaliados pelas autoridades sanitárias.

 

Segundo Diosque, o governo federal registrou 762 mil casos de pessoas que contraíram gripe em todo o país desde o início da pandemia. Desse total, segundo o vice-ministro, 93% teriam tido o vírus A H1N1.

 

Há poucos dias, durante um seminário na Academia Nacional de Medicina, um dos mais prestigiados infectologistas do país, Daniel Stamboulian, estimou que 20% da população argentina foi contaminada pela gripe suína. Isto equivale a um total de 7,5 milhões de pessoas que já foram contagiadas em toda a Argentina desde o primeiro caso, no dia 7 de maio.

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