Você é muito competitivo? Entenda as consequências

Pesquisadores debatem efeitos da competitividade em tempos de pandemia e sugerem que ela pode ser minimizada com cooperação

John Briley - Washington Post

Desconfio da competitividade desde a infância, quando praticava esportes e me via querendo mais me conectar com as outras crianças do que vencê-las. Como habitante da hipercompetitiva região de Washington, D.C., onde a primeira coisa que as pessoas perguntam é “O que você faz?” e os adolescentes entram em pânico com a faculdade que vão fazer, muitas vezes me pego pensando nas legiões de indivíduos que talvez nunca se tornem o número um em seu campo, nunca entrem numa escola de elite e, por sua própria definição, nunca consigam o que querem.

Isso me faz pensar: a competição é uma coisa boa? As pessoas competitivas são felizes? E ser competitivo é bom para os indivíduos ou, pelo menos, para a sociedade? Com atletas de ponta, como a ginasta Simone Biles, a tenista Naomi Osaka e o jogador de futebol americano Richard Sherman, falando abertamente sobre priorizar sua saúde mental; com os Jogos Olímpicos de verão e de inverno com apenas seis meses de intervalo; e com a pandemia complicando os planos educacionais e profissionais de muitas pessoas, parecia um bom momento para entrar em contato com alguns especialistas e ouvir suas opiniões sobre o tema.

“A competitividade não é inerentemente boa nem ruim”, diz Jenny Crocker, professora de Psicologia Social da Ohio State University. “Ela pode ser motivadora, encorajar as pessoas a se esforçar, a expandir suas capacidades e a ter um desempenho de alto nível. A competitividade é ruim quando competimos de maneiras que são ruins para as outras pessoas”. Como exemplo, Crocker cita o desejo de vencer os outros numa corrida, “o que é bom, contanto que você não dê cotovelada em ninguém” para atingir seu objetivo. “Quando vencer a competição vira o objetivo final, você se dispõe a sacrificar coisas que podem ser muito ruins ao longo do caminho”.

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Na verdade, um estudo publicado em 2011 na revista Psychology descobriu que indivíduos hipercompetitivos – aqueles que precisam vencer a todo custo – eram mais impacientes e irritáveis do que seus colegas menos competitivos e apresentavam maiores problemas de saúde, inclusive problemas cardíacos. Esses achados se somaram a pesquisas anteriores, entre elas um estudo de 1994 que descobrira que pessoas hipercompetitivas são altamente narcisistas e têm baixa autoestima e taxas mais altas de ansiedade e depressão do que as outras. Essa pesquisa pintou as pessoas hipercompetitivas como gente que precisa de validação constante e se envolve em “ciclos incessantes de atividades sociais” – uma carga de desempenho que inevitavelmente faz com que fiquem aquém de seus objetivos e “se sintam perpetuamente insatisfeitas”.

Segundo estudo, pessoas hipercompetitivas têm baixa autoestima e taxas mais altas de ansiedade. Foto: Werther Santana/Estadão

“Um dos perigos de uma personalidade competitiva é que mesmo situações de não competitividade podem se tornar competitivas, e isso arruína sua experiência hedônica”, ou o prazer do momento, diz Stephen Garcia, professor de administração da Universidade da Califórnia em Davis. “Algumas pessoas fabricam essa angústia”, acrescenta ele, quando, por exemplo, deixam-se incomodar pelo fato de que a outra pessoa no elevador do hotel está hospedada num andar mais alto do que elas.

De forma mais ampla, Crocker diz que as pessoas são animais sociais que geralmente operam sob duas motivações principais: motivações do ecossistema, que reconhecem grupos como conjuntos interconectados de indivíduos, cujo comportamento afeta a saúde e o bem-estar dos outros; e o que ela chama de “motivações do ego-sistema”, em que as pessoas veem os outros como um meio ou um obstáculo para determinado fim.

“Se você está tentando usar outra pessoa como ferramenta para conseguir um emprego, um relacionamento romântico ou algum outro ganho, isso gera um sentimento de competitividade com outras pessoas”, diz Crocker. “Quando você está tentando gerenciar as impressões que as outras pessoas têm de você, está competindo com elas pela sua imagem. E quando outras pessoas são obstáculos para seus objetivos – por exemplo, quando quero o prêmio, o emprego ou o que quer que seja – não temos objetivos comuns. Todos querem ser a pessoa mais inteligente da sala e, como resultado, todos se sentem competitivos e predominantemente com medo, ansiedade, solidão e isolamento”.

Crocker é coautora de um estudo publicado em 2012 na revista Advances in Experimental Social Psychology que descobriu que, quando as pessoas tentam gerenciar as impressões que os outros têm delas, “elas criam uma cascata de consequências negativas não intencionais para si mesmas e para os outros. Em contraste, quando as pessoas tentam contribuir para o bem-estar das outras pessoas, elas criam uma cascata de consequências positivas para si mesmas e para os outros”.

Entre os exemplos de atitudes de ego-sistema, destaca-se, diz ela, apontar o erro de outra pessoa numa conversa para que você pareça melhor. “Ou quando você retém informações das outras pessoas com quem trabalha para resolver o problema antes delas. Tudo isso provoca competitividade nas outras pessoas e é ruim para o aprendizado, o bem-estar psicológico e o crescimento”, porque não cria ambientes de apoio.

Alguns especialistas acreditam que a competitividade é ruim em quase todas as formas. “As evidências mostram que a quantidade ideal de competição em qualquer ambiente – na saúde mental, na qualidade dos relacionamentos, no interesse pelo que fazemos e pelo nosso desempenho – é nenhuma”, diz Alfie Kohn, autor de No Contest: The Case Against Competition.

“Quando não é possível eliminar a competição, o objetivo deve ser minimizá-la. O arranjo ideal é a cooperação, onde meu sucesso depende do seu sucesso. O segundo melhor arranjo é a independência das metas, onde meu sucesso não é afetado por seu sucesso. O pior arranjo é competição, onde meu sucesso requer seu fracasso”.

Kohn diz que as pessoas muitas vezes confundem sucesso (se sair bem) com vencer (se sair melhor do que os outros). “De acordo com vários estudos, quanto mais você se concentra em triunfar sobre os outros, menos bem você acabará se saindo na maioria das tarefas, principalmente no longo prazo”, diz ele. Kohn acrescenta que não viu um único estudo válido mostrando que os humanos são naturalmente competitivos uns com os outros. Na verdade, diz ele, foi a cooperação – e não a competição – que alimentou quase todos os avanços da sociedade na história.

No nível pessoal, todos devemos nos envolver em atividades porque as consideramos agradáveis e valiosas por si mesmas, diz Kohn. Ele compara essa motivação intrínseca com a motivação extrínseca – “fazer algo para obter uma recompensa ou, pior, um prêmio que envolva vencer outra pessoa. Motivadores extrínsecos tendem a minar a motivação intrínseca”.

Ele cita um estudo de 2002 com adultos de 42 países, publicado no Journal of Cross Cultural Psychology, que descobriu que as pessoas motivadas por melhorar a si mesmas tinham maior satisfação no trabalho, bem-estar subjetivo e satisfação geral com suas vidas, em comparação com aquelas que queriam sobretudo superar as outras. Um segundo estudo dos mesmos autores e publicado na mesma revista revelou que as populações ficam menos felizes quando homens e mulheres são altamente competitivos.

Pippa Grange, psicóloga esportiva britânica e autora de Fear Less: Face Not-Good-Enough to Replace Your Doubts, Achieve Your Goals, and Unlock Your Success, diz: “Canalizamos muito nosso entendimento da competição em direção ao domínio, à conquista, a ser melhor que os outros. Cada uma dessas metas serve apenas ao ego, gera um grande medo de não ser bom o suficiente e esgota a riqueza da verdadeira jornada competitiva, que é uma jornada para a plenitude”.

Grange diz que já trabalhou com muitas pessoas, incluindo jogadores de futebol profissional na Europa, que “encontraram o vazio quando o objetivo era se destacar em relação aos outros e o foco era apenas nos resultados”. Essa “vitória superficial” gera insegurança, inveja, amargura e o medo de perder o que foi ganho, diz ela.

Uma perspectiva mais saudável, diz Grange, é reconhecer “que a competição é necessariamente uma questão de ‘nós’, não de ‘eu’. Sempre envolve outras pessoas. É o que chamo de ‘vitória profunda’. Não tem menos esforço nem paixão, é só fazer junto, procurar o comum”.

Dome sua natureza competitiva

Se você está com dificuldade de domar sua natureza competitiva, Grange oferece estas dicas:

  • Concentre-se numa meta que tenha a ver com a autossuperação, e não com a derrota dos outros.
  • Se as emoções que acompanham sua competitividade trazem algum medo ou negatividade, tente liberar a voz crítica. Pergunte: qual é o melhor sentimento que posso ter nessa tarefa sem envolver o domínio ou a vitória sobre outra pessoa?
  • Preste atenção à linguagem que você usa na competição. Almeje o esforço, a paixão, a possibilidade e o “nós”, tente se afastar do medo, da vitória, da glória e do “eu”.
  • Pense na diferença entre seus objetivos de resultado e seu propósito. O placar é só uma consequência. Seu propósito é o motivo pelo qual você faz alguma coisa e como essa coisa faz bem para você e para as outras pessoas.
  • Pratique a gratidão. Agradeça, silenciosamente ou não, a cada pessoa que ajudou a moldar positivamente suas capacidades. “Quem sabe alguém não venha agradecer você também?”, diz ela.

 TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU 

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Pesquisadores debatem efeitos da competitividade em tempos de pandemia e sugerem que ela pode ser minimizada com cooperação

John Briley - Washington Post

Desconfio da competitividade desde a infância, quando praticava esportes e me via querendo mais me conectar com as outras crianças do que vencê-las. Como habitante da hipercompetitiva região de Washington, D.C., onde a primeira coisa que as pessoas perguntam é “O que você faz?” e os adolescentes entram em pânico com a faculdade que vão fazer, muitas vezes me pego pensando nas legiões de indivíduos que talvez nunca se tornem o número um em seu campo, nunca entrem numa escola de elite e, por sua própria definição, nunca consigam o que querem.

Isso me faz pensar: a competição é uma coisa boa? As pessoas competitivas são felizes? E ser competitivo é bom para os indivíduos ou, pelo menos, para a sociedade? Com atletas de ponta, como a ginasta Simone Biles, a tenista Naomi Osaka e o jogador de futebol americano Richard Sherman, falando abertamente sobre priorizar sua saúde mental; com os Jogos Olímpicos de verão e de inverno com apenas seis meses de intervalo; e com a pandemia complicando os planos educacionais e profissionais de muitas pessoas, parecia um bom momento para entrar em contato com alguns especialistas e ouvir suas opiniões sobre o tema.

“A competitividade não é inerentemente boa nem ruim”, diz Jenny Crocker, professora de Psicologia Social da Ohio State University. “Ela pode ser motivadora, encorajar as pessoas a se esforçar, a expandir suas capacidades e a ter um desempenho de alto nível. A competitividade é ruim quando competimos de maneiras que são ruins para as outras pessoas”. Como exemplo, Crocker cita o desejo de vencer os outros numa corrida, “o que é bom, contanto que você não dê cotovelada em ninguém” para atingir seu objetivo. “Quando vencer a competição vira o objetivo final, você se dispõe a sacrificar coisas que podem ser muito ruins ao longo do caminho”.

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Na verdade, um estudo publicado em 2011 na revista Psychology descobriu que indivíduos hipercompetitivos – aqueles que precisam vencer a todo custo – eram mais impacientes e irritáveis do que seus colegas menos competitivos e apresentavam maiores problemas de saúde, inclusive problemas cardíacos. Esses achados se somaram a pesquisas anteriores, entre elas um estudo de 1994 que descobrira que pessoas hipercompetitivas são altamente narcisistas e têm baixa autoestima e taxas mais altas de ansiedade e depressão do que as outras. Essa pesquisa pintou as pessoas hipercompetitivas como gente que precisa de validação constante e se envolve em “ciclos incessantes de atividades sociais” – uma carga de desempenho que inevitavelmente faz com que fiquem aquém de seus objetivos e “se sintam perpetuamente insatisfeitas”.

Segundo estudo, pessoas hipercompetitivas têm baixa autoestima e taxas mais altas de ansiedade. Foto: Werther Santana/Estadão

“Um dos perigos de uma personalidade competitiva é que mesmo situações de não competitividade podem se tornar competitivas, e isso arruína sua experiência hedônica”, ou o prazer do momento, diz Stephen Garcia, professor de administração da Universidade da Califórnia em Davis. “Algumas pessoas fabricam essa angústia”, acrescenta ele, quando, por exemplo, deixam-se incomodar pelo fato de que a outra pessoa no elevador do hotel está hospedada num andar mais alto do que elas.

De forma mais ampla, Crocker diz que as pessoas são animais sociais que geralmente operam sob duas motivações principais: motivações do ecossistema, que reconhecem grupos como conjuntos interconectados de indivíduos, cujo comportamento afeta a saúde e o bem-estar dos outros; e o que ela chama de “motivações do ego-sistema”, em que as pessoas veem os outros como um meio ou um obstáculo para determinado fim.

“Se você está tentando usar outra pessoa como ferramenta para conseguir um emprego, um relacionamento romântico ou algum outro ganho, isso gera um sentimento de competitividade com outras pessoas”, diz Crocker. “Quando você está tentando gerenciar as impressões que as outras pessoas têm de você, está competindo com elas pela sua imagem. E quando outras pessoas são obstáculos para seus objetivos – por exemplo, quando quero o prêmio, o emprego ou o que quer que seja – não temos objetivos comuns. Todos querem ser a pessoa mais inteligente da sala e, como resultado, todos se sentem competitivos e predominantemente com medo, ansiedade, solidão e isolamento”.

Crocker é coautora de um estudo publicado em 2012 na revista Advances in Experimental Social Psychology que descobriu que, quando as pessoas tentam gerenciar as impressões que os outros têm delas, “elas criam uma cascata de consequências negativas não intencionais para si mesmas e para os outros. Em contraste, quando as pessoas tentam contribuir para o bem-estar das outras pessoas, elas criam uma cascata de consequências positivas para si mesmas e para os outros”.

Entre os exemplos de atitudes de ego-sistema, destaca-se, diz ela, apontar o erro de outra pessoa numa conversa para que você pareça melhor. “Ou quando você retém informações das outras pessoas com quem trabalha para resolver o problema antes delas. Tudo isso provoca competitividade nas outras pessoas e é ruim para o aprendizado, o bem-estar psicológico e o crescimento”, porque não cria ambientes de apoio.

Alguns especialistas acreditam que a competitividade é ruim em quase todas as formas. “As evidências mostram que a quantidade ideal de competição em qualquer ambiente – na saúde mental, na qualidade dos relacionamentos, no interesse pelo que fazemos e pelo nosso desempenho – é nenhuma”, diz Alfie Kohn, autor de No Contest: The Case Against Competition.

“Quando não é possível eliminar a competição, o objetivo deve ser minimizá-la. O arranjo ideal é a cooperação, onde meu sucesso depende do seu sucesso. O segundo melhor arranjo é a independência das metas, onde meu sucesso não é afetado por seu sucesso. O pior arranjo é competição, onde meu sucesso requer seu fracasso”.

Kohn diz que as pessoas muitas vezes confundem sucesso (se sair bem) com vencer (se sair melhor do que os outros). “De acordo com vários estudos, quanto mais você se concentra em triunfar sobre os outros, menos bem você acabará se saindo na maioria das tarefas, principalmente no longo prazo”, diz ele. Kohn acrescenta que não viu um único estudo válido mostrando que os humanos são naturalmente competitivos uns com os outros. Na verdade, diz ele, foi a cooperação – e não a competição – que alimentou quase todos os avanços da sociedade na história.

No nível pessoal, todos devemos nos envolver em atividades porque as consideramos agradáveis e valiosas por si mesmas, diz Kohn. Ele compara essa motivação intrínseca com a motivação extrínseca – “fazer algo para obter uma recompensa ou, pior, um prêmio que envolva vencer outra pessoa. Motivadores extrínsecos tendem a minar a motivação intrínseca”.

Ele cita um estudo de 2002 com adultos de 42 países, publicado no Journal of Cross Cultural Psychology, que descobriu que as pessoas motivadas por melhorar a si mesmas tinham maior satisfação no trabalho, bem-estar subjetivo e satisfação geral com suas vidas, em comparação com aquelas que queriam sobretudo superar as outras. Um segundo estudo dos mesmos autores e publicado na mesma revista revelou que as populações ficam menos felizes quando homens e mulheres são altamente competitivos.

Pippa Grange, psicóloga esportiva britânica e autora de Fear Less: Face Not-Good-Enough to Replace Your Doubts, Achieve Your Goals, and Unlock Your Success, diz: “Canalizamos muito nosso entendimento da competição em direção ao domínio, à conquista, a ser melhor que os outros. Cada uma dessas metas serve apenas ao ego, gera um grande medo de não ser bom o suficiente e esgota a riqueza da verdadeira jornada competitiva, que é uma jornada para a plenitude”.

Grange diz que já trabalhou com muitas pessoas, incluindo jogadores de futebol profissional na Europa, que “encontraram o vazio quando o objetivo era se destacar em relação aos outros e o foco era apenas nos resultados”. Essa “vitória superficial” gera insegurança, inveja, amargura e o medo de perder o que foi ganho, diz ela.

Uma perspectiva mais saudável, diz Grange, é reconhecer “que a competição é necessariamente uma questão de ‘nós’, não de ‘eu’. Sempre envolve outras pessoas. É o que chamo de ‘vitória profunda’. Não tem menos esforço nem paixão, é só fazer junto, procurar o comum”.

Dome sua natureza competitiva

Se você está com dificuldade de domar sua natureza competitiva, Grange oferece estas dicas:

  • Concentre-se numa meta que tenha a ver com a autossuperação, e não com a derrota dos outros.
  • Se as emoções que acompanham sua competitividade trazem algum medo ou negatividade, tente liberar a voz crítica. Pergunte: qual é o melhor sentimento que posso ter nessa tarefa sem envolver o domínio ou a vitória sobre outra pessoa?
  • Preste atenção à linguagem que você usa na competição. Almeje o esforço, a paixão, a possibilidade e o “nós”, tente se afastar do medo, da vitória, da glória e do “eu”.
  • Pense na diferença entre seus objetivos de resultado e seu propósito. O placar é só uma consequência. Seu propósito é o motivo pelo qual você faz alguma coisa e como essa coisa faz bem para você e para as outras pessoas.
  • Pratique a gratidão. Agradeça, silenciosamente ou não, a cada pessoa que ajudou a moldar positivamente suas capacidades. “Quem sabe alguém não venha agradecer você também?”, diz ela.

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