Steve Parsons/Reuters
Steve Parsons/Reuters

Voluntária recebe vacina experimental contra Ebola em teste

Desenvolvida pelo GSK com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, vacina também foi ministrada a 10 voluntários americanos

AP

17 Setembro 2014 | 11h41

A ex-enfermeira britânica Ruth Atkins se tornou a primeira pessoa do Reino Unido a receber uma vacina experimental contra o vírus ebola. A voluntária vacinada nesta quarta-feira é a primeira de 60 pacientes britânicos saudáveis que vão receber o medicamento até o final de 2014.

A vacinação deve estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus. Segundo os pesquisadores, o medicamento não contém material infeccioso e não deve provocar uma infecção por ebola. A vacina foi desenvolvida por institutos nacionais de saúde dos EUA e pela farmacêutica GlaxoSmithKline. Testes com o mesmo medicamento já começaram a ser realizados nos EUA.

"Ao testemunhar o que acontece hoje na África fica claro que o desenvolvimento de novas drogas para combater o ebola deve ser a nossa prioridade", disse o responsável pelos testes que serão conduzidos na universidade de Oxford, Adrian Hill.

O pesquisador e seus colegas esperam que os testes no Reino Unido sejam finalizados até o final de 2014. Se a vacina se provar segura, pesquisadores então vão poder realizar um estudo mais abrangente sobre a eficácia da imunização, vacinando trabalhadores e voluntários saudáveis no oeste da África.

Especialistas dizem que o surto de ebola, que já causou ao menos 2.400 mortes, está fora de controle e serão necessários meses até que ele seja contido. Ainda que centenas de trabalhadores da aérea de saúde recebam a vacina nas regiões mais afetadas, é pouco provável que o novo medicamento tenha impacto significativo no controle da epidemia

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