Voos que chegam ao País terão que informar sobre gripe suína

Todos os aviões que entrarem no Brasil vindo de áreas afetadas devem seguir normas a partir desta quarta-feira

Daniel Galvão, Agência Estado

29 Abril 2009 | 11h22

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O Gabinete Permanente de Emergência, criado pelo governo para prevenir a chegada da gripe suína ao Brasil, decidiu que, a partir desta quarta-feira, 29, é obrigatória a veiculação de informe sonoro sobre a doença em todos os aviões que chegam de áreas afetadas ou que partem para essas regiões. Embora as companhias aéreas tenham começado a transmitir esses informes na terça-feira, atendendo a uma recomendação do gabinete, o grupo determinou a obrigatoriedade do procedimento nesta quarta.

 

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As informações sobre o vírus serão dadas pelo comandante do avião, junto com as instruções para decolagem, e na chegada ao Brasil, antes do desembarque. Quando o aparelho chegar de regiões afetadas, haverá uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolher e encaminhar os passageiros com possíveis sintomas.

 

De acordo com a Anvisa, todos os passageiros que estiverem sentados na mesma fileira do paciente que deverá ser observado, além dos localizados em duas fileiras à frente e atrás, ficarão retidos no avião, mesmo que não tenham sintomas, para serem examinados.

Na terça, o gabinete resolveu aumentar o acompanhamento dos voos procedentes de áreas com ocorrências de influenza suína em seres humanos, segundo classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Agora, além do México, Estados Unidos e Canadá, a Anvisa controlará a vigilância de possíveis casos em passageiros vindos da Espanha, Reino Unido e Nova Zelândia. O Gabinete Permanente é formado por representantes dos Ministérios da Saúde e Agricultura, além da Anvisa.

Até terça, o Ministério da Saúde registrava 20 casos de pessoas que estão em observação no País por conta da gripe suína e não são considerados, tecnicamente, suspeitos. Segundo o Ministério, os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a definição de um caso suspeito são: "Febre repentina acima de 38 graus acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, dificuldade respiratória, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações; e ter como procedência as áreas afetadas, nos últimos 10 dias".

Há casos confirmados de pessoas com a doença em nove países: Inglaterra, Escócia, Áustria, Alemanha, Espanha, Canadá, Costa Rica, Nova Zelândia e Israel.

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