Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Witzel vai decretar estado de emergência e defende que União dê R$ 50 bilhões para Estados

Governador afirmou que momento não é de guerra ideológica e disse que governadores vão levar proposta para o governo federal

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 17h05
Atualizado 16 de março de 2020 | 18h40

RIO - O governador do Rio, Wilson Witzel, que tem assumido um protagonismo na adoção de medidas contra a propagação do novo coronavírus, vai decretar estado de emergência no Rio ainda nesta segunda-feira, 16. Ele também disse que os governadores decidiram, em conjunto, pedir R$ 50 bilhões à União para os Estados conseguirem lidar com o problema.

Witzel passou o dia reunido com representantes de setores como shoppings, supermercados e restaurantes. Ficou acertado, segundo ele, que as lojas de shoppings serão totalmente fechadas e as praças de alimentação funcionarão em apenas um terço de seu padrão diário.

Além disso, o governador recomendou que os moradores priorizem serviços de entrega de comida e, nesse caso, evitem contato com o entregador.

O governo estuda o que pode fazer para diminuir os prejuízos que pequenos empresários devem sofrer com o fechamento do comércio. Já foi definida, por exemplo, uma ajuda de R$ 320 milhões, "o pouco que temos", para pequenas e médias empresas. "São as que mais precisamos ajudar", apontou o governador.

O Estado do Rio de Janeiro registrou até esta segunda-feira (16) 31 casos confirmados de covid-19. Desses, 29 são de moradores do Rio de Janeiro, 1 de Niterói (Região Metropolitana) e 1 de Barra Mansa (município do sul fluminense). Existem outros 94 casos suspeitos, segundo informou na tarde desta segunda-feira a Secretaria de Estado de Saúde.  No País, o número de casos subiu para 234, segundo o Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, um dos pacientes vítimas do coronavírus está internado em estado grave e os demais estão em isolamento domiciliar, apresentando estado de saúde estável.

"Não desafie a doença. Quem desafiou está chorando os seus mortos", reforçou o governador, que voltou a implorar para a população só sair de casa em situações de emergência, a fim de minimizar a propagação do vírus.

Ainda sobre a conversa com outros governadores, Witzel disse que ele, João Doria (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Rui Costa (Bahia), que comandam os Estados mais populosos do País, podem entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que questionariam a Corte sobre a possibilidade de adotar medidas como internação compulsória de suspeitos.

Witzel evitou polemizar em cima da ida do presidente Jair Bolsonaro à manifestação de domingo. Disse que o momento é de união, não de brigas ou "guerras ideológicas" / COLABOROU FÁBIO GRELLET

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