REUTERS/Zhang Changchun/Handout via Reuters
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Wuhan recebe cerca de 6 mil médicos para ajudar no combate ao coronavírus

Profissionais de saúde foram transferidos de diversas regiões do país para a cidade que é epicentro do surto do novo vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 02h22

WUHAN - Mais de 4.100 médicos de várias partes da China chegaram a Wuhan, capital da província central de Hubei e epicentro do surto de pneumonia causada por um novo coronavírus. Outros 1.800 devem se unir nesta terça-feira, 28. A chegada dos médicos foi confirmada em uma coletiva de imprensa com Jiao Yahui, vice-diretor do Escritório de Políticas Médicas e Administração da Comissão Nacional de Saúde da China, que explicou que desde o dia 24 os serviços médicos da cidade foram reforçados com 4.130 pessoas.

"Hoje, outras 13 equipes com mais de 1.800 funcionários de saúde chegarão a Wuhan", disse Jiao, que disse que parte desses reforços será levada para outras sete cidades da província, que estão em quarentena para tentar impedir a propagação do vírus.

O representante da Comissão reiterou que "em breve" haverá mais de 10 mil leitos prontos para pacientes afetados pelo coronavírus em Wuhan, incluindo os fornecidos pelos dois novos hospitais que começaram a ser construídos na cidade. Um deve abrir suas portas em 1º de fevereiro e o outro em duas semanas.

Enquanto isso, Pequim está pedindo aos chineses que evitem viagens "não essenciais" ao exterior, e a Administração Nacional de Imigração exigiu que apresentassem sintomas relacionados à pneumonia Wuhan - febre, tosse seca ou dispinéia (falta de ar) - abandonar seus planos de deixar o país.

As autoridades da província de Hubei - onde a maioria dos casos confirmados e mortes por esse surto foram registradas - decidiram na segunda-feira, 27, suspender a emissão de passaportes e autorizações de viagem para Hong Kong, Macau e Taiwan.

Além disso, alguns países estrangeiros já estão emitindo alertas de viagem, como os Estados Unidos, onde o Departamento de Estado o elevou ao nível 4 (o máximo, "Não viaje") para visitas a Hubei. Por enquanto, os Estados Unidos mantêm o alerta de viagem para a China no nível 3 ("reconsidere a viagem").

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De acordo com a atualização mais recente oferecida esta manhã pela Comissão Nacional de Saúde, o número de mortes por esse surto de pneumonia agora sobe para 106 em todo o país, enquanto o número de casos confirmados aumentou para 4.515. /AFP

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