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Zika na Flórida leva Disney World a oferecer repelentes a visitantes

Parque temático disse que produtos são entregues como precaução e para reduzir o medo dos visitantes de contrair a doença

O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2016 | 17h36
Atualizado 29 Agosto 2016 | 20h50

Os maiores parques temáticos de Orlando, na Flórida, estão oferecendo repelente contra mosquitos gratuitamente em meio ao aumento de casos de transmissão de zika no Estado americano. Walt Disney World, Universal Orlando Resort e SeaWorld Orlando começaram a fornecer, no domingo, 28, spray e loção. 

Os parques temáticos divulgaram que estão oferecendo o repelente como uma precaução e para reduzir o medo dos visitantes de contrair a doença, embora até agora nenhum caso de zika transmitida por mosquitos tenha sido relatado na região central da Flórida.

O Departamento de Saúde está investigando casos de transmissão de zika pelo mosquito Aedes aegypti nos condados de Miami-Dade, Palm Beach e em Pinellas, na região de Tampa. 

De acordo com as autoridades da Flórida, até agora nenhum caso de zika foi registrado na região de Orlando, que concentra os parques temáticos e está a 367 quilômetros ao norte de Miami. Mas, segundo os especialistas, é apenas uma questão de tempo até que o vírus atinja a região. 

“Com uma abundância de cautela, estamos acelerando os esforços preventivos em nossas propriedades, incluindo o fornecimento complementar de repelentes de insetos aos nossos convidados, associada a outras recomendações úteis do Centro de Controle e Prevenção de Doenças”, disse a Disney em nota oficial. 

“Nós temos um extenso programa de monitoramento e prevenção de mosquitos em curso e continuaremos a trabalhar em proximidade com os especialistas locais, estaduais e federais em relação a esse tópico”, diz o documento.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Edmar Bull, acredita que a precaução não terá nenhum impacto no grande fluxo de turistas brasileiros para os parques temáticos da Flórida. “Isso é uma medida de prevenção. Já recomendávamos aos turistas que seria ótimo se pudessem levar repelente para as viagens. Acredito que ninguém deixará de viajar do Brasil para a Flórida apenas por causa da zika”, disse Bull.

De acordo com ele, até agora, a chegada da epidemia de zika à Flórida não provocou nenhuma redução perceptível no fluxo de turistas para o Estado americano. “Não teve nenhum impacto no turismo. As pessoas sabem que, se usarem o repelente, não tem problema nenhum. Não vejo nada de alarmante nessa recomendação”, declarou.

Descoberta. Um grupo de cientistas da China e dos Estados Unidos identificou dois compostos, originalmente usados contra outras doenças, que apresentaram ação contra a zika. O estudo foi publicado nesta segunda na revista Nature Medicine. Um dos compostos, usado contra doenças parasitárias, é capaz de suprimir a replicação do vírus da zika. O outro, utilizado contra o vírus da hepatite C, impede a morte das células infectadas. Os testes foram feitos em vários tipos de células do cérebro. Segundo os autores do estudo, os resultados são promissores, mas será preciso pesquisar por vários anos até que eles resultem em terapias para humanos. / FÁBIO DE CASTRO, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

 

         

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