Zika não tem impactado setor de turismo no Brasil, diz Embratur

Segundo monitoramento, apenas mulheres grávidas, pela relação do vírus com microcefalia, têm optado por adiar vinda ao País

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2016 | 19h21

BRASÍLIA - Apesar do aumento da preocupação global em relação ao zika vírus, o medo de pegar a doença não tem impactado, por enquanto, o setor do turismo no Brasil. Segundo um monitoramento sistemático realizado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) por meio de seus escritórios no exterior, até agora apenas mulheres grávidas, por conta da relação do vírus com casos de microcefalia, têm optado por adiar a vinda ao País. 

Nas últimas semanas, por exemplo, o órgão registrou que 5% dos chilenos optaram por remarcar as suas passagens para destinos brasileiros. Na grande maioria dos casos, o motivo alegado foi gravidez. O mesmo movimento foi registrado na Argentina.

“Já há a percepção de que esse é um problema global e não local. E, apesar de o Brasil ter uma centralidade no problema, também tem avançado nas buscas de solução”, disse o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz.

Na próxima segunda-feira, o órgão vai emitir um comunicado aos operadores de viagens e parceiros estrangeiros reafirmando que, apesar do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à epidemia, a entidade não impôs nenhuma restrição de viagens ao Brasil ou demais países atingidos.

O comunicado, porém, chamará atenção para “providências” que deverão ser adotadas pelos turistas que vierem ao País para evitarem contato com o mosquito Aedes aegypti, transmissor não apenas da zika, mas também da dengue e da febre chikungunya. 

Entre as recomendações da Embratur estão desde o uso de repelentes e de calça e camisa de manga comprida, até mesmo a observação da existência de possíveis criadouros do inseto no local da hospedagem.

Para as gestantes e mulheres em idade fértil, a recomendação é que elas consultem um médico antes de viajar e usem somente medicamentos prescritos por profissionais de saúde.

Para o presidente da Embratur, apesar das previsões de que o surto de zika deve reduzir a demanda por viagens na América Latina nos próximos meses, se a epidemia continuar com as mesmas características, afetando de maneira mais grave apenas mulheres grávidas, o impacto no setor de turismo não deverá ser de grandes proporções. Lummertz não acredita, por exemplo, que a doença vai diminuir o número de pessoas que acompanharão a Olimpíada no Rio, em agosto.

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