Surto de caxumba no Rio superlota postos de vacinação e clínicas

Colégios anteciparam as férias para evitar novos contágios; quem manteve as aulas optou por desligar aparelhos de ar-condicionado

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2015 | 23h10

RIO - O surto de caxumba no Rio superlotou ontem os postos de vacinação e clínicas particulares. No Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na zona oeste, a espera para tomar a vacina que protege da doença chegava a duas horas no início da tarde. Na fila, estavam alunos das duas escolas que concentram os casos da região: o pH, com 44 casos suspeitos e um óbito, e o CEI, que chegou a ter 20 registros e, agora, soma quatro.

No pH, as férias foram antecipadas em uma semana, para evitar contágios. Os estudantes só voltam em agosto. “Está todo mundo apavorado. Na minha turma tem 40 alunos e hoje só foram cinco. A aula de Português foi na quadra de esportes, por ser aberta”, contou Kayan Abate, de 13 anos. Ele conhecia de vista Juliana Guedes, de 14, que morreu na terça-feira de meningite viral - quadro que pode ter ligação com a caxumba.

“Caxumba nunca foi uma doença que me preocupasse, mas, quando morre uma menina do mesmo colégio, vem o pânico”, disse a mãe dele, a fisioterapeuta Magali Abate, de 38 anos, que levou para vacinar também a filha de 11 anos. Ambos, imunizados quando bebês, foram receber doses de reforço.

O Estado conversou com diretores dos colégios pH, CEI, Andrews e Santo Inácio - os dois últimos, respectivamente, com seis e dez casos. Eles informaram que, para coibir a disseminação do vírus, transmitido por secreções contaminadas, vêm mantendo aparelhos de ar-condicionado desligados e janelas e portas das salas abertas. Também orientam os alunos a não dividir copos e objetos. O Rio registrou 606 casos desde janeiro, ante 561 de todo o ano de 2014.

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