Como sobreviver ao tempo seco – parte 2

Simone Iwasso

22 Agosto 2012 | 16h26

O tempo continua seco – difícil respirar, os olhos ardem, a pele resseca e o cansaço   aumenta. A previsão é que a cidade continue assim pelo menos até o fim de semana.

 Além das recomendações básicas, a dermatologista Alba Clausen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ressalta que é importante cuidar da pele – já que tempo seco, frio e banho quente diminuem a camada de proteção natural – o que leva a um aumento de coceiras e dermatites (a dermatite atópica, a asteatose, a psoríase e a ictiose).

“A pele resseca, pois seu manto de gordura diminui e ele é o responsável por reter a umidade”, acrescenta. “Pessoas que possuem essas dermatites devem tomar banhos rápidos, sem bucha e com água morna quase fria. Além disso, fazer uso de sabonetes neutros, secar a pele suavemente e hidratá-la, são cuidados importantes”, explica.

A recomendação que vale para todos é usar bastante creme hidratante – no corpo e aqueles próprios para os lábios.

Outro cuidado importante é cuidar dos olhos e nariz. As mucosas que formam as vias respiratórias são frágeis e quando o ar está mais seco, elas se ressecam e formam fissuras, que podem permitir a entrada de bactérias e vírus, além de aumentar o contato com a poluição, que também fica mais intensa nesses dias.

“A solução é pingar colírios de lácrima artificial. Para quem usa lentes de contato, além de lubrificá-las, é importante diminuir as horas de uso e dar preferências aos óculos para não sentir o incômodo”, esclarece Ciro Kirchenchtejn, pneumologista do Oswaldo Cruz.

E, não custa repetir, beba muita água, várias vezes ao dia.

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